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Domingo, 07 de agosto de 2022

25/01/2021 - 14h45min

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Cultura: liberdade ou aprisionamento?

Tirei um tempo de férias e resultou visitar e passar dias na casa de muitas famílias de amigos. Cada família um universo próprio; uma cultura própria. Este termo cultura é bem desafiador para conceituar, para gerar um acordo razoável sobre seu significado. A Wikipedia cita a existência de pelo menos 167 definições.

Particularmente, tenho associado cultura com um nível de conhecimento que se conecta com valores universais mais elevados, com a capacidade de resolver problemas; com uma capacidade de viver melhor em sociedade, fazer melhores escolhas. Uma visão civilizada de mundo. Daí eu ter uma sensação de que cultura se vincula a liberdade.


Esta experiência de ter convivido com tantas famílias cultas, e com “culturas” tão diferentes me mostrou que elas têm em comum problemas que não conseguem resolver. Lembrei dos meus desafios que ainda estão na espera de solução. Fiquei refletindo sobre o tema.


Também associei a esta quase guerra de informações muito sofisticadas, vindas de pessoas cultas, sobre a solução para a Covid-19. Concluí que a cultura também pode ser uma prisão, quando se mostra como certeza, que não necessariamente leva ao bem comum. Vale para um indivíduo, uma família, uma nação ou para o mundo.


Fui buscar refúgio para sair deste impasse na cultura hindu, que diz que os dois maiores obstáculos ao desenvolvimento humano estão na ignorância da unidade da vida e no egoísmo.


Estes conflitos intermináveis de culturas antagônicas, se formos olhar com cuidado, têm essencialmente a noção de separatividade, do eu, do meu, ou de nossa cultura em oposição às outras. A presença do egoísmo na limitação de não conseguir ver a vida como um todo integrado.


Superamos muitos desafios civilizatórios nos últimos mil anos; quais superaremos nos próximos mil?


Aspiro que entre eles estejam a ausência de fronteiras, a humanidade funcionando como uma grande comunidade harmônica, onde a cultura geral, o pacto civilizatório possa ser de fato um fator de liberdade, igualdade e fraternidade coletiva. Uma cultura de fraternidade, que resulte mais liberdade e igualdade do que aprisionamento.


A boa notícia é que podemos ir praticando a fraternidade desde agora, a partir de nós mesmos. Felicidade a todos!



Joaquim Mello

[email protected]

Publicado em 22/1/21.

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