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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

22/06/2020 - 10h29min

Comportamento

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Histórias de Empatia

Colocar-se no lugar do outro, tentar compreender o que o outro está sentindo, eis o significado de empatia, palavra que ganhou fama nesta pandemia. Mas engana-se quem pensa que diz respeito apenas a doação material, vai muito além disso. Para mim, empatia também é doar uma parte do próprio tempo.



Sinal de Respeito

Tarde de domingo se despedindo, lua cheia começando a exibir sua luminosa beleza, família na estrada de volta para casa. Passeio bonito, aquele, de fim de semana. Tudo tranquilo, até que, ao atravessarmos uma cidade que fazia parte do caminho, o trânsito começou a ficar lento, quase parando.

Sem que soubéssemos o que tinha acontecido, não havia sinais de acidente, de repente avistamos, no canteiro central, um pequeno grupo de pessoas, paradas e quietas, parecendo cuidar de um homem que estava estendido no chão, imóvel.

Baixamos o vidro para perguntar o que havia, se precisavam de ajuda. E uma daquelas pessoas respondeu, parecendo porta-voz natural de todas, que o homem teve um mal súbito ao atravessar aquela avenida movimentada. E caiu no canteiro central já sem vida. Infelizmente, disse ela, nada mais poderia ser feito, a não ser aguardar que o socorro policial chegasse para identificá-lo e avisar seus familiares.

Seguimos nosso trajeto de volta para casa. Olhei para trás, aquelas pessoas estavam todas lá, paradas e quietas. Belo sinal de respeito pela vida, pensei; demonstração espontânea da nossa humanidade. Empatia.

Babás Provisórias

O ambiente de trabalho fervia de gente apressada, era assim toda sexta-feira, pelo compromisso com o fechamento de mais uma edição do jornal naqueles dias de revelar fotos sem saber se haveria pelo menos uma que surpreendesse positivamente.

Sem as facilidades trazidas pela conexão à Internet, o responsável pela composição gráfica de cada exemplar trabalhava muito mais do que agora. E houve uma sexta-feira em que o nosso colega, que já era pai de uma menina de oito meses, precisou dar uma saída rápida. Disse ao diretor do jornal que era apenas para pegar uma encomenda, um pé lá outro cá.

E assim se deu, ele voltou em seguida. Carregava uma grande bolsa cor-de-rosa na mão esquerda, e, na direita, uma menininha linda. A cena surpreendeu a todos, cessaram as conversas e o som dos teclados.

Eis que o jovem pai confessou não saber o que fazer, precisava cuidar daquela bebezinha e diagramar o jornal, duas tarefas de difícil parceria em tarde de fechamento de edição. E naquele silêncio que parecia nunca mais ser quebrado, duas de suas colegas, mais do que depressa, se ofereceram para serem as babás, revezando-se de acordo com as tarefas a elas impostas. E o trabalho fluiu normalmente.

Nas conversas que se seguiram, depois daquela tarde pintada de criatividade e boa energia infantil, as duas cuidadoras provisórias eram só sorrisos. Felizes por terem se colocado no lugar do colega, como ele certamente teria feito por elas. Pura empatia.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 19/6/20.

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