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Domingo, 05 de abril de 2020

05/03/2020 - 15h59min

Comportamento

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Passou um filme na minha cabeça

A frase que mais se ouve em depoimentos de pessoas que tiveram suas vidas salvas por um triz, foram homenageadas por seus feitos ou receberam notícias de gente amiga que há muito tempo não viam é essa: passou um filme na minha cabeça.

A emoção é tanta, que nem parece vida real, cenas de aventura e ação, de comédia romântica e documentário são projetadas em nossos adoráveis cinemas mentais, em uma espécie de festival dos momentos marcantes.

Vezes outras, situações de tristeza e de preocupação que chegam através de diversos noticiários deixam a maioria de nós com os nervos à flor da pele.

Causando uma onda de medo e consequente clausura espontânea, antes da frase “passou um filme na minha cabeça”, que também serve como uma luva para conflitos armados, descaso com a natureza e novas doenças, vem importante questionamento: o que está por trás disso? Quais são as verdadeiras causas?

Verdade seja dita, neste fevereiro de ano bissexto, com seus dias aumentados para acertar relógios e calendários, foram muitos os filmes que passaram pela minha cabeça. Alguns, de emoções nascidas da mais pura felicidade; outros, projetados pelo susto, antecedidos pela pergunta que não quis calar em mim.

Aniversariante no feriadão de carnaval, mensagens e abraços carinhosos me deixaram encantada. Nos presentes de pessoas queridas, meu melhor retrato: flores, blusas, livro, perfume, chocolate, corrente e brincos, prato para pudim, espumante. Toda vestida de agradecimento à vida, depois de tudo, passou um belo filme na minha cabeça. Digno de Oscar.

Dias depois, eis que não se falava de outra coisa que não fosse o coronavírus, que saiu da China e se espraiou pelo mundo, acompanhando a globalização.

No comando de todas as pautas, deixou para trás a volta do sarampo, da dengue e da febre amarela; um importante histórico de zicavírus, de H1N1, de influenza. Indicando a higiene das mãos como a melhor prevenção.


Diversas perguntas, então, não quiseram se calar em mim: o que, afinal, está por trás disso? Que situações proporcionaram o aparecimento destes vírus? Por que não temos programas globalizados e efetivos de prevenção?

Passou um filme na minha cabeça.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 29/2/20.

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