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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

15/07/2019 - 15h00min

Comportamento

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O Fardo dos Funcionários Público Estaduais

Os números não mentem. E como dizia uma professora que conheci, dois mais três são cinco e nunca serão outra coisa na vida. Contudo, até eles ficam à mercê de diversas interpretações, dependendo da maneira como são apresentados. Chegando a público fora de contexto, sem a intenção de facilitar a compreensão da verdade, dados numéricos podem escamotear a situação em vez de esclarecê-la.

Acredito que isso esteja acontecendo na divulgação dos problemas financeiros do Estado. Falta explicar muita coisa.

Já faz bom tempo que nós, os funcionários públicos estaduais, carregamos o fardo do empobrecimento do Rio Grande do Sul. E não tem sido fácil sermos apontados como responsáveis pela falta de verbas para tudo, de giz a tornozeleira eletrônica.

Para começo de conversa, se faz imprescindível esclarecer que ninguém assume no serviço público simplesmente porque lhe dá na telha, como diziam meus colegas de escola. É preciso ser aprovado em concurso, passar por biometria médica, ter conduta ilibada, fazer estágio probatório para avaliação do desempenho, abrir mão do fundo de garantia. Ou então ser contrato por determinado tempo, para suprir a falta de concursados; bem como assumir cargo de confiança com indicação político-partidária. E estas oportunidades são oferecidas pelo Poder Público.

Feitos tais esclarecimentos, vamos aos números anunciados durante a semana pelo Governo do Estado, pois é o que realmente interessa para justificar a propagandeada falência dos cofres gaúchos, que tem deixado milhares de funcionários sem a integralidade dos seus salários, em condições precárias para manterem suas famílias.

De acordo com dados da Secretaria da Fazenda relacionados ao mês de junho de 2019, o total aproximado de matrículas de servidores estaduais é de 341 mil. De todas estas matrículas de servidores estaduais (ativos e inativos), aproximadamente 263 mil (77% do total) recebem salários líquidos até R$ 4,5 mil; as demais 78 mil ficam acima de R$ 4,5 mil (23% do total). Ou seja, a maioria das matrículas não ultrapassa os R$ 4,5 mil líquidos.

Contudo, não há informações sobre as razões de um número tão grande de matrículas, tampouco a respeito da inércia de quem chefiou o Executivo Gaúcho nos últimos anos, permitindo que a situação chegasse a esse ponto. Há muito o que ser esclarecido ao povo do Rio Grande do Sul.

Porque nós, os funcionários públicos estaduais, já estamos cansados de carregar o fardo da irresponsabilidade política que parece ter se instalado de mala e cuia nestes pagos. Está mais do que na hora de sabermos a verdade sobre a bancarrota das finanças do Estado.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 13/7/2019.

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