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Sexta-feira, 20 de julho de 2018

16/07/2018 - 14h37min

Comportamento

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O Erro Cometido

Tem sido como a de milhões de outras pessoas, a minha vida de eleitora nessas terras brasileiras. A história parece se repetir em todos os processos, seja para escolher legisladores ou chefes do poder executivo em suas três esferas: tentando acertar, cometemos os mesmos erros de sempre. E juramos, em nome da nossa própria dignidade, nunca mais votar neles.

Enganados e constrangidos, fazemos o habitual mea culpa pela ingênua confiança oferecida a quem não tinha caráter para merecê-la. E buscando nos desvencilhar do círculo vicioso que norteia os caminhos do voto, nos perguntamos de novo: o que será que aconteceu com aquele candidato depois que se elegeu? Como é que mudou tanto? Como pude me enganar tanto?

Em minha própria defesa, então, reconheço que nada se sabe de uma pessoa que se candidata apenas pelas promessas que faz, tampouco por tudo aquilo que seus aliados contam sobre ela, pelos sorrisos que oferece às crianças ou pelas tantas causas que diz abraçar. É preciso que assuma o poder para entendermos suas reais intenções, para nos darmos conta de quem realmente se trata.

Verdade seja dita, tem me causado certo incômodo pensar que eu não sei votar, que não tenho inteligência o suficiente para reconhecer quando não é sincero e bem intencionado quem pede permissão para falar e agir em meu nome. Afinal de contas, na medida do possível, sempre procurei informações sobre o histórico dos candidatos, quis saber a respeito da ideologia partidária que defendia, com quais causas nobres estava comprometido. Ainda assim, não foi bom antídoto.

E de tanto procurar uma saída dessa órbita eleitoral feita de interesses pessoais e falta de escrúpulos, de tanto me decepcionar com falsas ideologias e sorrisos interesseiros de gente que imaginei conhecer bem, compreendi que, para começarmos a aprender em quem votar, a primeira atitude nossa é reconhecer o erro cometido - sem escamoteá-lo pelos favorecimentos recebidos, sem transferi-lo para outros que um dia também se corromperam. Sobretudo, exigindo de nós mesmos uma conduta familiar e social correta.

Tem sido essa, a minha vida de eleitora em terras brasileiras. Como milhões de outras pessoas, sigo insistindo, tentando acertar, cometendo erros e procurando alternativas. E foi no incansável processo de autocrítica que acabei descobrindo um detalhe dos mais importantes para saber votar: reconhecer o erro cometido nas últimas eleições, sem culpas nem desculpas, mesmo que a verdade traga certa tristeza. Vai passar.



Cristina André

[email protected]

Publicado em 14/7/2018.

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