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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

06/07/2020 - 09h04min

Leandro André

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As Festas e o Comércio

O problema não está no comércio aberto, o problema está no egoísmo de poucos.

Ao percorrer Guaíba de carro no domingo, 21 de junho, observei encontros festivos com aglomerações em várias casas. Os carros na frente chamavam a atenção. O dia estava quente e havia gente sem camisa; praticamente todos sem máscara. Pessoas curtindo, conversando bem próximas umas das outras, como se não existisse pandemia alguma.


Este giro que fiz pela Cidade foi profissional, como jornalista, visando acompanhar o distanciamento social além do Centro. É importante destacar que a maioria da população está respeitando as medidas sanitárias para combater a pandemia.


Não vou citar os locais onde vi aglomerações, pois minha observação teve como objetivo obter subsídios para promover uma reflexão sobre o processo de combate à Covid-19. A fiscalização cabe ao poder público.


Sei que estamos todos cansados de viver com restrições e que isso gera ansiedade. Também sinto falta dos encontros com familiares e amigos; sinto muita falta de abraçar a minha neta, mas este é um momento especial, de luta contra um vírus desconhecido e agressivo que está matando muitas pessoas. Então, é preciso transcender carências pessoais.


Ninguém tem certeza de nada quando se trata do novo coronavírus, descoberto em dezembro do ano passado na China. São chutes pra todos os lados: um dia não precisa usar máscara, no outro é obrigatório; num dia quem se infectou e está assintomático é o grande perigo, porque transmite o vírus sem saber, no outro não transmite, isso dito pela OMS; num dia quem já teve o coronavírus está imune, no outro não é bem assim, pode voltar. Quando a ciência balança, tudo se complica.


A única certeza é que devemos evitar aglomerações a fim de reduzir as chances de contaminação em massa num curto espaço de tempo para não provocar colapso no sistema de saúde.


Considerando todas as incertezas e a única certeza, fica claro que estes encontros festivos com aglomerações são perigosos e causam estragos coletivos importantes.


Quando o número de pessoas infectadas aumenta em determinadas regiões, a primeira ação das autoridades é fechar o comércio. É preciso refletir sobre isso.


Assim como observei os encontros com aglomerações em diversas casas, também tenho observado que o comércio tem seguido as medidas sanitárias, usando álcool em gel, exigindo o uso de máscaras, controlando o número de pessoas nas lojas. As pessoas nas ruas, em sua maioria, usam máscaras. Então, onde há o cumprimento das medidas sanitárias, o poder público é duro; mas onde há falhas no cumprimento das medidas sanitárias, o poder público é manso.


É sabido que a fiscalização domiciliar é complicada, complexa, mas onde não há respeito às regras é preciso uma ação mais incisiva do poder público. Eu tenho o direito de me reunir com familiares e amigos na minha casa, desde que isso não prejudique a comunidade; se gerar riscos à saúde pública, meu direito passa para a segunda fila. E se eu não entendo isso, o poder público tem de agir e me fazer entender, mesmo que a alternativa seja a punição. O que está errado neste caso em tela são as medidas meia-boca.


Precisamos trabalhar para manter nossas famílias, mas não precisamos fazer festa com aglomeração num momento como este.


Não gosto da interferência do Estado na vida privada das pessoas e não gosto da filosofia proibitiva, mas se o egoísmo de poucos está comprometendo a saúde da comunidade, o poder público precisa fazer o que tem de ser feito e não o mais fácil.



Dinheiro para Compensar

Em matéria nesta edição, a Gazeta Centro-Sul divulga os recursos que a União está repassando para os Estados e municípios, destinados a suprir perdas na arrecadação devido à pandemia.


A perda da arrecadação em Guaíba, este ano, está estimada em aproximadamente R$ 16 milhões. Portanto, os R$ 12,76 milhões para compensar dão uma aliviada e tanto nos cofres da Aldeia.


O dinheiro bem usado rende, seja público ou privado.



Pandemia x Política Partidária

É dose pra mamute quando se mistura política partidária com pandemia. E a dose venenosa é ainda maior quando se desvia dinheiro da saúde para organizações criminosas. Aproveitar-se da doença para ganhar vantagem é nojento demais.


Portanto, é preciso ficarmos atentos para separarmos o joio do trigo, isso é, separar a pandemia dos interesses político-partidários e ficarmos vigilantes para saber onde e como estão sendo usados os recursos públicos. O remédio certo é transparência.



Barra do Ribeiro

A obra de pavimentação na Avenida Central de Barra do Ribeiro virou novela. Essa semana, a Corsan enviou nota à Gazeta (publicação ao lado), com uma versão diferente da que o prefeito Jair Machado enviou ao Jornal. As versões não fecham.


O Tribunal de Contas do Estado apontou indícios de irregularidades na referida obra. Isso é fato.



Consegui escapar

Foi por pouco. Fiquei sem espaço, então conto como escapei na próxima semana.

Leandro André

[email protected]

Publicado em 26/6/20.

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