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Sexta-feira, 03 de abril de 2020

27/02/2020 - 16h29min

Leandro André

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Blocos no Carnaval Local

Faz tempo que defendo os blocos carnavalescos. Lá atrás, falei para a secretária Cláudia Mara, da Setudec, sobre a importância de apoiar os blocos como atração especial no Carnaval da Aldeia. Minha tese se baseia no fato de que uma grande estrutura é montada para apenas três ou quatro escolas de samba desfilarem. Sendo assim, a estrutura pode ser aproveitada melhor com a passagem dos blocos, conforme aconteceu no ano passado. Mas pode avançar ainda mais.

É claro que os blocos devem partir de iniciativas da população, mas o poder público pode e deve ajudar, motivar, conforme está acontecendo (as inscrições estão abertas; ver matéria na página 2). Os blocos carnavalescos colocam o povo na passarela, geram diversão, confraternização e alegria.

Funciona, também, o sistema adotado em Barra do Ribeiro, por exemplo, onde o caminhão vira palco e rola o samba pro povão se esbaldar.

Carnaval competitivo é bacana, mas é para quem se dedica a investir no evento como espetáculo e com o regulamento debaixo do braço.

Carnaval de Guaíba

Na Aldeia, depois que a Academia de Samba Cohab Santa Rita entrou na disputa, houve uma qualificação importante nos desfiles das escolas locais.

Há críticos que batem na tese de que a Academia vence há dez anos porque enxerta carnavalescos de Porto Alegre o do Rio de Janeiro, descaracterizando a identidade local. Meia verdade.

O enxerto existe e é importante, mas não é só na Academia, se espalhou. É menor ou menos profissional na Império Serrano e na Colina, mas existe e é forte. A Corte do Carnaval de Guaíba tem sido importada e isso resume tudo.

Se enxerto é bom ou ruim, é outro debate. Eu entendo que o reforço de fora ajuda, mas não sei qual deva ser o limite, pois não sou especialista no assunto.

Vejo a Império Serrano como uma escola de raiz, ali do Ermo; pulsa uma veia bem guaibense, mas também tem enxerto. Se a Império focar mais no regulamento, seguindo a cartilha da pontuação, pode desbancar a Academia, porque raça e talento eles têm. Com a Estado Maior da Colina, a mesma coisa. Um bairro do tamanho da Colina, unido e focando no regulamento, faz o Leão rugir forte.

Mas tudo isso vamos ver somente no dia 28 de março, e sabe por quê? Por causa dos tais enxertos de fora. Isso é fato.

Mudanças no Governo Sperotto

Conforme antecipei aqui na Coluna, o Heitor de Abreu deixou a Diretoria Municipal de Habitação, responsável pelo Setor de Fiscalização. A gota d’água para o desligamento foi uma abordagem violenta que aconteceu na Rua São José, contra um vendedor ambulante de abacaxis, que revoltou a população e o prefeito.

A advogada Vanessa Kologeski foi indicada pelo MDB para o lugar do Heitor. Já foi nomeada.

O cargo de secretário(a) da Fazenda segue vago. Por enquanto, Nelson da Rocha, da Administração, acumula as funções. Outro cargo que segue vago é o de assessor(a) da secretária de Educação, Virgínia Guimarães.

Os que devem sair

Seguindo na linha de mudanças no Governo Sperotto, até o dia 4 de abril, quem for concorrer a cargo eletivo tem de se desligar do Governo. Estão neste pacote os atuais secretários Chacrinha, da Assistência Social; Graciano Pereira, Obras; e Juliano Ferreira, Desenvolvimento.

O Retorno de Maranata

Estive na festa de retorno do Marcelo Maranata ao PDT, fazendo a cobertura do evento. Ver matéria ao lado.

Um encontro político bem prestigiado, com lideranças de pelo menos dez partidos. Vi por lá um grupo que já participou de governos anteriores, como Jorge Centeno, Reginaldo Lacerda, Maximiliano Finkler e Orlando Mattos, entre outros. Presentes, também, o Caio Larréa, o Pedro Henrique Corrêa, com uma turma de petistas da antiga; o Paulo Carvalho, o Arnóbio Pereira; e a velha guarda do PDT.

O Collares não foi, porque estava de plantão. Uma fonte me disse que é possível que o Collares concorra a vice do Maranata, dependendo do desenrolar da campanha.

Lideranças x CEEE

Demorou, mas o prefeito de Guaíba e os vereadores decidiram encarar a CEEE. A lambança dos postes podres; das constantes faltas de luz; e dos emaranhados de fios nos postes, que causam transtornos e prejuízos à população há bastante tempo, levou as lideranças políticas da Aldeia a agirem.

O Prefeito Sperotto chutou o balde. Ele pediu audiência com o presidente da CEEE e foi recebido por diretores do segundo escalão; envaretou. Pediu a substituição do comando local da Companhia e se negou a assistir um filme institucional.

O presidente da Câmara, vereador Campeão Vargas, também reagiu contra a atuação da CEEE na Aldeia. Além de participar do encontro com o prefeito, na quarta-feira, 19, se reuniu com o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior e relatou os problemas dos serviços da Companhia na Cidade, pedindo providências. Segundo Campeão, o vice-governador prometeu dar mais atenção para Guaíba. Vamos aguardar para ver se ronco grosso vai ter efeito prático.



Leandro André

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Publicado em 22/2/20.

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