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Segunda-feira, 20 de maio de 2019

05/04/2019 - 16h31min

Leandro André

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A Beira

Teve carnaval na “Beira”, então vamos falar sobre ela. A Beira é o lugar mais bonito de Guaíba, da Estação Hidroviária até o Parque Natural (Sala Verde). Na verdade, é um dos lugares mais bonitos da Região Metropolitana de Porto Alegre. Trata-se de uma passarela aberta, com painel de fundo composto pela geometria urbana da Capital dos Gaúchos (vista única) e o Portal da Lagoa dos Patos de um lado; do outro, a cidade de Guaíba, misturando o antigo e o novo, mais a vegetação nativa do Morro José Lutzenberger. Cenário de cinema, com o qual já estamos acostumados e já nem suspiramos, mas que encanta os visitantes e os publicitários, que gravam filmes comerciais nesta margem.

Caminhar na Beira em uma manhã ensolarada de domingo é presente divino. Registrei essa caminhada no meu livro “Guaíba Outra Margem”, assim como a bela vista a partir de Guaíba, que chama a atenção dos visitantes desde o tempo do Império, quando a Princesa Isabel passou por aqui, em janeiro de 1885, e registrou no seu diário a “vista espetacular”.

Se nós já tivéssemos compreendido o potencial turístico da Beira, certamente teríamos restaurantes e bares com decks nas calçadas, o Píer não estaria tanto tempo interditado e a iluminação do Calçadão seria bacana. Nós ainda não compreendemos o valor da Beira; tanto é verdade, que em imóveis especiais para restaurantes e bares temos empreendimentos totalmente fora do contexto, ou estão abandonados. Como sou devoto do otimismo, acredito que essa ficha ainda vai cair.

O Calçadão e os parques da margem central formam o ponto de encontro social da comunidade. Além de bela, a Beira é democrática.

Por uma improvisação gerada pela falta de dinheiro, o Carnaval de Guaíba, neste ano, foi realizado na Beira, a avenida mais bonita da Cidade, o que fez a festa ser a mais bonita de todas, considerando o conjunto da obra. Faltaram somente as arquibancadas, os camarotes, e denominar a passarela do samba de Liberato Garcia.

Resultado do Carnaval

Como já escrevi antes, sou um cintura dura e não estou no quadro dos amantes do carnaval, mas defendo a festa, por respeito à cultura popular e às pessoas que se envolvem o ano todo com o evento. Além disso, gosto de assistir o espetáculo.

Neste ano, na condição de leigo, para mim a Academia de Samba Cohab-Santa Rita e a Império Serrano empataram em primeiro lugar; e a Estado Maior da Colina fez o seu mais belo desfile - mandou bem a Colina.

Como a Império Serrano reclamou do resultado de forma contundente, fui consultar um amigo especialista em carnaval a fim de entender o que aconteceu. Ele me explicou que há questões técnicas que os jurados observam e fogem à percepção de leigos como eu. Para exemplificar, citou um caso específico que aconteceu no desfile da Império. No roteiro entregue aos jurados, constava um destaque na frente do carro alegórico e este não estava lá, o que resultou em desconto de pontos (tema-enredo). São detalhes que eu e o público não percebemos, mas, em geral, não escapam da observação dos julgadores, que estão com olhos arregalados, anotando tudo numa planilha.

Uma coisa é certa, discordar do resultado é do jogo, reclamar, também, mas é preciso não ultrapassar o limite do respeito para não comprometer o evento. Se há suspeita de fraude sistemática em uma determinada competição, então não se deve participar dela. Ponto.

De acordo com a Setudec, os jurados foram escolhidos pelos presidentes das três escolas que participaram do carnaval.

Parabéns à Academia Cohab-Santa Rita pelo nono título consecutivo. Obrigado pelo espetáculo que nos proporcionou, juntamente com as comunidades da Império e da Colina. Gostei muito da Colina, do desfile e da postura do seu presidente.

Pouco tempo para questionar

Os vereadores chamam secretários e diretores do Governo Municipal para questionar sobre os trabalhos desenvolvidos na Prefeitura, o que está correto e faz parte das atribuições do Legislativo. Mas, na prática, as regras da Mesa Diretora acabam podando o questionamento dos parlamentares. Faz tempo que acontece isso.

Se é para fazer de conta, as convocações não fazem sentido. O caso se repetiu na sessão de terça-feira, quando a secretária Virgínia Guimarães foi fazer esclarecimentos. Dois minutos para cada vereador perguntar. É pouco tempo. Além disso, tem que ter réplica e tréplica. O questionamento tem de ser completo; respeitoso, mas completo, até que fique tudo bem esclarecido. Cobrei isso do presidente da Câmara, Arilene Pereira, essa semana. Ele justificou que o limite é para organizar o tempo e tal, mas, no fim da nossa conversa, ele reconheceu que o questionamento tem de seguir até se esgotar.

A Secretária Virgínia se mostrou bem preparada para a missão na Câmara. Mas não se pode afirmar que a sua performance seria a mesma se o tempo para as perguntas não fosse tão limitado. Organizar o tempo é uma coisa, limitar perguntas é outra.

Chuvarada e Estragos em Camaquã

A chuvarada na noite de quinta-feira (112 milímetros em duas horas, conforme a Defesa Civil) causou alagamentos e confusão em Camaquã. A Defesa Civil foi acionada e fez o acompanhamento e monitoramento durante toda a noite, com apoio dos Bombeiros, que resgataram uma família. Equipes da Prefeitura passaram a sexta-feira em ação, reparando os estragos na Cidade e no Interior.

Leandro André

[email protected]

Publicado em 06/4/2019.

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