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Segunda-feira, 20 de maio de 2019

18/03/2019 - 14h01min

Leandro André

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A Lei Mariza Abreu

Esta Lei foi criada por mim, com base na realidade do comportamento humano. Trata-se de uma “lei batata”, que não falha. Confira. Leia com calma.

Existem pessoas e grupos que não simpatizam entre si. Isso acontece por preconceito, por falta de afinidade; muitas vezes, por uma antipatia gratuita. Pode ser, também, em consequência de algo que foi dito ou escrito e que ficou atravessado; pode ser ranço forjado na inveja contida, em questões ideológicas e de interesses.

Como assino uma coluna de opinião, portanto faço críticas, faz parte da minha profissão, pertenço ao grupo vulnerável à antipatia alheia. Se faço um comentário que fere os brios do sujeito, ele marca na paleta.


Eu ando para aqueles que não gostam de mim. Tenho convicção de que não faço nada para prejudicar quem quer que seja, então, se alguém implica comigo, o problema é da figura revoltada. Não comungo com o mimimi nem me preocupo em jogar para a torcida.

Há alguns anos, eu me preocupava em ser simpático como um político, tentava agradar quem não gostasse de mim, insistia, mas com o tempo percebi que não se deve dar murro em ponta de faca. Criei uma estratégia para tratar desta questão: a Lei Mariza Abreu. Eu explico.

Mariza Abreu é professora, servidora pública, que já foi militante do PCB e do Cpers Sindicato. Anos mais tarde, deixou a esquerda dura e foi secretária de Educação do Governo Yeda.

A então secretária de Educação Mariza Abreu estava sendo entrevistada pelo Lasier Martins na Rádio Gaúcha. O Lasier, hoje senador, pressionava a secretária para que ela se manifestasse sobre a justa reivindicação salarial do Cpers. Mariza Abreu, bem articulada e firme como uma viga de concreto (não aquela que caiu na Escola Darcy Berbigier), disse ao Lasier que o caso em questão não era salarial, mas partidário. Não vi, porque era um programa de rádio e naquela época não tinha imagens na Internet como hoje, mas me pareceu que o Lasier pulou na cadeira. Ele cobrou argumentos e detalhes falando grosso.

Mariza Abreu se manteve serena como uma manhã em Bombinhas. Afirmou que a governadora poderia conceder 100% de reajuste salarial para o magistério que o Sindicato continuaria pressionando, fazendo outras reivindicações, pois a questão era de fundo político-partidário. Depois de um breve silêncio de mosteiro, a entrevistada seguiu seu argumento, lembrando que havia feito parte da diretoria do Cpers e sabia bem como funcionava. Opa!

Diante da revelação crua, o radialista veterano provocou ainda mais, ressaltando que a entrevistada estava assumindo ter atuado no Sindicato motivada por questões ideológicas e partidárias. Mariza Abreu confirmou, impávida. Alguém tossiu, acho que foi o Lasier. Mas, com habilidade de perita, a secretária concluiu dizendo que havia evoluído. A originalidade da observação terminou com qualquer possibilidade de estender a crítica.

A partir daquela entrevista, eu criei a Lei Mariza Abreu, que adoto nos casos de antipatia pétrea. Quando percebo que um determinado sujeito ou grupo antipatiza comigo ou com o meu trabalho, pelos motivos que citei antes, não me preocupo em tentar reverter opiniões ou cativar simpatia, pois sei que é inútil e não vale a pena lutar por uma causa pequena. Então, adoto a Lei Mariza Abreu: anulo a birra pela raiz.

Acredito no debate, no diálogo como a melhor alternativa para resolver conflitos; respeito opiniões contrárias à minha e muitas vezes mudo de opinião se o argumento do outro lado é mais forte e consistente do que o meu. No entanto, quando não existe causa, mas interesse, aplico a ataraxia da Lei Mariza Abreu, a qual recomendo.


E para evitar interpretações equivocadas sobre a origem da Lei Mariza Abreu, esclareço que as reivindicações do magistério são justas, os salários dos professores são baixos e um governo para ser considerado bom tem de pagar bem os professores. A referida Lei está embasada na falta absoluta de sintonia entre as partes, quando o que é justo passa a ser irrelevante.



Energia a Carvão e Polêmica

Na noite de quinta-feira, 14, depois de decisões judiciais divergentes durante o dia, foi realizada em Charqueadas uma audiência pública para tratar do projeto Mina Guaíba, da Copelmi, que prevê a extração de 166 milhões de toneladas de carvão bruto numa área ao lado do Rio Jacuí, em Eldorado do Sul.

O encontro aconteceu em clima pesado entre favoráveis e contrários ao projeto polêmico. A área em questão possui importante biodiversidade.

Sobre energia a carvão, tem quem defenda, quem lembre que é usada em alguns países de primeiro mundo e tal. Eu sou contra, lembro que países importantes que ainda utilizam este sistema de produção de energia estão abandonando, porque é muito poluente e está defasado.

O Caso dos Vigilantes

Tramita na Câmara de Guaíba projeto de lei sobre a regulamentação dos vigilantes em agências bancárias e lotéricas da Cidade. Emenda do vereador Juliano Ferreira retira a necessidade de vigilantes em agências lotéricas, o que está sendo contestado pelo Sindicato da categoria.


Ouvindo os dois lados sobre este tema, ficou claro que tem forte ruído na linha.

Vigilantes são importantes nas lotéricas, mas o custo não pode inviabilizar o negócio. Sendo assim, é fundamental o debate reto: colocar o pingo em cima do i antes de decidir. O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Ramiro Coin, pediu para se manifestar na Câmara no dia 26. É importante ouvi-lo.



Leandro André

[email protected]

Publicado em 16/3/2019.

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