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Segunda-feira, 24 de abril de 2017

02/01/2017 - 10h53min

Toques Esportivos

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Os Anjos entram em campo...

O ano era de noventa e seis. Assistíamos, em uma sala de tevê do Martinho Lutero, ao filme “Os Anjos entram em campo”. Apesar da algazarra rotineira, me concentrava na obra cinematográfica (foto). No enredo, um piá, fã de baseball, que tinha dois grandes sonhos: ter uma família completa e ver seu time campeão. Com isso, anjos passaram a ajudar a equipe (bem modesta taticamente) até chegar a grande final. Na decisão, contudo, os enviados dos céus deixaram que o resultado ocorresse dentro de campo – abstendo-se de qualquer auxílio. Sem os anjos, claro, a vitória parecia distante.

O treinador, repetidas vezes, perguntava ao garoto: - tem algum anjo lá? E ouvia, lamentando, diversos “nãos”. Até que, em determinando momento, chegaram a uma sábia conclusão: desnecessário os anjos estarem em campo; o jogador precisa, apenas, ter a certeza de que eles estão lá! (podemos, aqui, caro leitor, substituir “certeza” por “fé”).

E assim foi. O guri do filme, no Estádio, passou a balançar os braços horizontalmente para cima e para baixo, como se asas fossem – um sinal de que dentro de campo haveria um anjo. Na sequencia, todo o estádio assim o fez, fortalecendo a corrente. Em noventa e seis, caro leitor, tinha apenas 12 anos. E naquele momento chorava como se tivesse cinco. Uma das lembranças mais emocionantes da minha vida escolar.

O fim do filme, na verdade, pouco importa. A lição já havia sido ensinada.

Então, mesmo que o Sartori siga atrasando os salários, meus leitores/professores, pensem no bem maior: os estudantes serão, sim, o futuro de nosso País. Exerçam seu trabalho com sabedoria. A recompensa virá.

O Poder da Fé

A construção do caráter penso eu, se dá em primeiro lugar, na família; em seguida, no ambiente escolar; se hoje divido com vocês, os meus 12 anos de Jornalismo na Gazeta Centro-Sul, com ética, credibilidade e responsabilidade, devo muito a esses dois pilares: minha família e meus estudos.

Lembro-me de na época que estava iniciando a faculdade de Jornalismo, há uns 13 anos, minha mãe perguntou: - Quer que eu converse com a Cristina André para ti trabalhar lá? Rebati na hora, com um sonoro “não”. Gosto de entrar, sempre, pela porta da frente. E assim foi, alguns meses depois.

Talvez, os anjos tenham entrado em campo para me ajudar a fazer parte da história da Gazeta; acho eu, que tenha sido meu potencial e a certeza que os anjos estavam ali, a me ajudar. Não me considero uma pessoa religiosa, mas alguém que tem uma enorme fé.

Na História da Gazeta

Doze anos, caro leitor, é a metade da história do Jornal de maior tiragem, circulação e número de assinantes em Guaíba. Quantas histórias, quantas lembranças.

Aprendi muito de Jornalismo com o Leandro André; sobre como escrever bem com a Cristina (apesar de ser professora de matemática); de como ter boas fontes, com a Tia Alaíde; pós-graduação em achincalhar o Inter, com o Daniel Andriotti; de me resguardar na competência fotográfica do De Gerone e da Antônia Teixeira; ou mesmo, ver sempre o lado do copo cheio com o Joaquim. Que Equipe, senhores. E, nos bastidores, a Luana e a Ruth tiveram de conviver por mais de uma década com o meu mau humor matinal. A elas, o meu muito obrigado pela compreensão.

Hoje, nessa última coluna, divido com vocês a alegria de fazer parte dessa família que tanto luta por melhorias de nossa Guaíba e Região Centro-Sul.

Todos os sábados mostrei a vocês – ou, ao menos tentei – como os anjos não se cansam de entrar em campo aqui em Guaíba. E, caso eles não estejam entrando, temos de acreditar (ter fé) que estão: tudo se torna mais fácil.

Desafio a qualquer leitor a achar uma única crítica nestes 12 anos que tenha sido de cunho pessoal, ou que não envolva qualquer interesse público. Na Gazeta Centro-Sul trabalhamos sempre com a verdade e pelo bem maior da sociedade. Por isso chegamos onde estamos.

Pelo Bem de Guaíba

Os anjos entraram em campo e acenaram com uma nova oportunidade profissional; com isso, seguirei lutando pelo bem de nossa Cidade – mas, com outras ferramentas.

Como não gosto de despedidas, as últimas palavras dedicarei os meus 12 anos de Jornalismo as Irmãs de São José, ali do Projari. Um trabalho de verdade, como o nosso, realizado aqui na Gazeta Centro-Sul. E ali na sede do Bom Fim, caro leitor, os anjos permanecem ininterruptamente dentro de campo. Sabes qual é um dos principais combustíveis que move a Fábrica de Inclusão Social? A Fé!

Agradeço de coração, a tua leitura caro leitor. É ela que nos faz forte. Não posso deixar passar, também, a lembrança da minha leitora nº 1, Tia Eva, uma das grandes responsáveis pela minha criação. A expert das batatas fritas.

Vida longa a Gazeta Centro-Sul e que 2017 seja repleto de anjos dentro de campo no Berço da Revolução.

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Fábio Araujo

[email protected]

Publicado em 31/12/16.

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