Riograndense reúne a imprensa do Estado para se apresentar e ratificar que executará projeto de expansão.
Diretor-presidente, Walter Lídio Nunes, falando para a imprensa do Estado
O diretor-presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, juntamente com o diretor Florestal, Renato Rostirolla, reuniu a imprensa gaúcha para apresentar a nova empresa que foi comprada da Aracruz (Fibria) pelo grupo chileno CMPC. O encontro, bastante prestigiado pelos profissionais de imprensa do Estado, aconteceu no restaurante Peppo Cucina, em Porto Alegre, a partir das 12 horas de quinta-feira, dia 4.
Walter Lídio ratificou o que já havia informado à imprensa de Guaíba e que foi divulgado pela Gazeta. Ele ressaltou a força e a tradição da CPMC, fundada em 1920, lembrando que a compra da Unidade de Guaíba foi o maior investimento chileno no Brasil. Disse que o País é o melhor do mundo para o desenvolvimento florestal e que acredita em novos investimentos do setor nos próximos anos.
O diretor-presidente da Riograndense admitiu que o projeto de expansão da fábrica de Guaíba, que está programado para entrar em operação a partir de janeiro de 2015, poderá ser antecipado, dependendo do aquecimento do mercado consumidor, que já começa a reagir depois da crise mundial. Walter explicou que a CMPC deverá pagar valor agregado para a Fibria caso a expansão da produção aconteça antes de 2015, mas não forneceu detalhes sobre cifras, limitando-se a dizer que a antecipação dependerá do mercado consumidor. O executivo esclareceu que os contratos estão sendo revistos e que a nova fábrica, que irá acrescentar 1,3 milhão de toneladas de celulose-ano à atual planta que produz cerca de 450 mil ton/ano, levará cerca de 26 meses para ser concluída. Durante as obras de instalação, deverão ser contratados sete mil trabalhadores, com a novidade de utilizar também mão-de-obra feminina.
Walter Lídio ratificou que o plantio de florestas já foi reativado, sendo necessários mais 20 mil hectares para comportar a nova linha de produção. Neste ano, serão investidos R$ 250 milhões para o plantio de 13 mil hectares em terras próprias e por meio de parceria com produtores rurais. Lembrou que para cada hectare de eucalipto, um fica de reserva ambiental. Será consolidada a Hidrovia do Jacuí, com a implantação de uma logística profissional, considerando que 40% do transporte de madeira da empresa é realizado via hidroviária. A implantação do terminal do Porto de São José do Norte também está confirmada.
Obras em Guaíba
Estão sendo adequados os cronogramas para reiniciar as obras do sistema viário na Zona Sul de Guaíba neste semestre, conforme já foi divulgado pela Gazeta. A prioridade é realizar o encapsulamento (fechamento) da fábrica. “Vamos fazer de uma maneira mais organizada”, ressaltou Walter Lídio. O processo de desapropriações está encerrado. As obras viárias serão executadas por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP): a empresa antecipa os recursos, sendo ressarcida através do abatimento dos impostos a pagar.