Home
|
Instituição
|
Assinaturas
|
Fale Conosco
|
Mapa do Site
|
Links
|
Webmail
Ulbra Guaíba

BUSCAR NOTÍCIA
 
    Editorial
  Comunidade
    Janela da Escola
    Dicas de Saúde
    Humor
    Reclamações
    Que Lugar é Esse?
    Recado do Leitor
 
  Colunistas
    Leandro André
    Comportamento
    Daniel Andriotti
    Painel Econômico
    Gotas de Luz
    Catulo Fernandes
 
  Variedades
    Gente
    Kids
    Dica de Cinema
    Na TV
    Horóscopo
 
  Especiais
    Gastronomia
    Esportes
    Cotidiano
 
  Região
    Barra do Ribeiro
    Camaquã
    Eldorado do Sul
    Outros
 25/08/2008 - 09h56min
Comportamento
cristina.andre@gazetacentro-sul.com.br
Tempo Veloz
 
Uma amiga me confessou que anda assustada com a velocidade do tempo. E completou com uma afirmação muito engraçada: provavelmente, a partir do Natal que já se aproxima, ela não mais desmonte a árvore que enfeita a sala de estar nos dezembros. Disse que encontrou um lugarzinho ideal, na área de serviço, onde o símbolo natalino ficará guardado já com todas as bolas coloridas e os sinos dourados pendurados; porque, quando a gente vê, é Natal de novo, cada vez mais rápido.
Exceto alguns exageros, concordei com ela, também meio assustada. Verdade seja dita, assustados com o tempo andamos todos. Sem que esse sentimento nos impeça, é claro, de vivermos com alegria, de sermos felizes. Apenas constatamos que tudo passa muito rápido, feito cometa. Somos todos, queiramos ou não, passageiros de uma mesma nave que ruma ao infinito.
Dia desses, numa daquelas arrumações em armários e gavetas pessoais, fiquei por horas olhando fotografias da família e de amigos, diversas gerações, e fui arrebatada pela mesma sensação da inexorável caminhada dos anos. Me dei conta de muitas ausências, de tanta gente querida que restou apenas ali, naquelas fotos minhas. Havia algumas, até, das quais não mais me lembrava; outras, não sabia os nomes. E as crianças, todas, viraram gente grande.

De todas as corridas do tempo,contudo, nenhuma nos faz sentir tanta estranheza quanto aquela em que aparecemos como protagonistas; as nossas próprias imagens.

Fiquei um tanto desconcertada quando revi fotos de minhas formaturas, das férias com os primos na adolescência, dos casamentos em que fui dama de honra, das viagens feitas com a família em outras décadas, das festas. Algumas delas pareciam ter pouco de mim, como se ali estivesse outra pessoa que também era eu, alguém que fui um dia. Percebi, então, desconcertada, que não fui eu apenas que mudei; mudamos todos nós, somos outros agora.
No álbum do casamento, o Lago Guaíba era Rio nas legendas, pouco mais havia além dos solitários coqueiros da beira da praia para ilustrar o beijo do jovem casal. Fomos nos transformando, gente e paisagem, amadurecendo, adquirindo um certo requinte próprio de quem entende melhor a vida, conservando os belos sentimentos, descartando as minúcias inúteis.
Em outras ternas imagens, a filha recém-chegada dorme em meu colo, brinca nas ondas do mar, apaga a velinha de aniversário, estuda, viaja, cresce. Em outras, de repente, já está em formaturas, como eu estive, num caminho bonito mas muito veloz.
Agora, entendo melhor o que minha amiga falou, dia desses, em tom de brincadeira, a respeito da árvore de Natal, da intenção de não mais desmontá-la.
O tempo está muito veloz, nos empurrando ao desconhecido infinito.

CRISTINA ANDRÉ
cristina.andre@gazetacentro-sul.com.br
 
 
 
Aracruz Celulose
 
 
Sulfato Rio Grande
Blog da Tia Alaíde
Unimed Centro Sul

NewsLetter
Receba
nosso informativo, digite seu e-mail.

Copyright © 2005 Gazeta Centro-Sul - Todos os direitos reservados