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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

06/07/2020 - 09h33min

Perspectiva

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Empatia!

O Brasil, como o mundo todo, vive momentos dramáticos com essa pandemia da Covid-19. Pouco se sabe, ainda, sobre esse vírus. A ciência, num esforço internacional, busca respostas às indagações, bem como desenvolver medicamentos para conter mortes e criar uma vacina.

Assistindo aos noticiários, deparei-me com uma reportagem sobre um indivíduo, já idoso, que, furiosamente, parou o seu passeio pela calçada e começou a arrancar as cruzes que foram colocadas na praia de Copacabana, pela ONG Rio da Paz, para lembrar as vítimas da covid-19. Contrariamente, um pai que perdeu seu filho para essa doença letal, desconsolado, recolocava cada cruz de volta. Mais estarrecedor, ainda, foi um vídeo onde negacionistas diziam que, enquanto a esquerda chora as mortes, a direita contabiliza novos postos de trabalho. Nunca imaginaria ver e ouvir tamanhas barbáries. São pessoas que perderam a humanidade e a empatia.

Um ser democrático, considera fundamental a diversidade de opiniões e ideologias, apropriando-se de boas e promissoras ideias. Isso é evoluir! Entretanto, por mais que tente, não compreendo a falta de respeito e solidariedade com a dor dessas famílias que perderam entes queridos. Como não ter compaixão com a perda de vidas? A ausência de empatia é uma característica de grupos extremistas, fundamentalistas e pseudos cristãos.

A empatia é uma habilidade fundamental para o convívio social. É a capacidade de se colocar no lugar do outro, percebendo seus sentimentos e procurando experimentar o que sente o outro indivíduo. Para Augusto Cury, trata-se de uma das funções mais importantes da inteligência. Ela revela o nível de maturidade das pessoas, é o alicerce para um aprendizado maior, que vai da infância à vida adulta e diz respeito à estruturação das emoções.

O “ser” empático é um bom ouvinte. Procura conhecer a realidade e o contexto dos fatos. Não faz julgamentos precipitados e procura entender as razões dos posicionamentos alheios. Pessoas com empatia, estão sempre predispostas a ajudar, a interagir para “construir pontes em vez de muros”. Procuram ser solidárias, entender as necessidades do coletivo social de forma proativa, porque se importam com os demais “seres”.

Tento, mas não consigo crer no comportamento desumano manifestado nos discursos ideológicos, impregnados de ódio, de preconceitos racistas, homofóbicos, xenofóbicos, machistas e tantos outros, onde consideram suas verdades como absolutas. Não admitem contraditórios. Desconstituem a Nação, o Estado, a Constituição e a Democracia. Serão terraplanistas?

Esse proceder errático, que fere os princípios morais e legais, substanciado em mentiras, será derrotado pela verdade, pois é no pensamento da maioria que prevalece o espírito do cidadão, do cristão e da empatia.

“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.” (Bertolt Brecht)

Túlio Carvalho

[email protected]

Publicado em 03/7/20.

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