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Sexta-feira, 29 de maio de 2020

06/04/2020 - 13h02min

Perspectiva

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“O dia em que a terra parou”

A humanidade, sem sombra de dúvida, está vivendo um momento ímpar. Esse ano de 2020 não vai ser esquecido. Entra para a história com uma nova e fantástica crise sanitária. Apesar do imenso avanço do conhecimento científico e tecnológico, um minúsculo “ser” estagnou o sofrido planeta terra. Não me sai da cabeça a música do Raul Seixas - O dia em que a terra parou.

Em casa, de quarentena, fico prospectando informações. A calamidade tomou conta do mundo! Quem não confia na imprensa brasileira, procure as redes internacionais, como BBC Londres, CNN americana, Rai Italia, TVE Espanha, entre outras, e veja fatos e imagens da realidade. São impactantes.

Na BBC, assisti a um debate onde analisaram as medidas tomadas na Europa. Destaco dois extremos: Alemanha e Itália. A Alemanha adotou medidas “amargas”, restringindo a circulação ao essencial, o que foi decisivo no controle da evolução da doença e fundamental para o sistema de saúde não entrar em colapso. Já, a Itália, além de não tomar providências oficiais, um vídeo com o título MilãoNãoPara circulava pelo país. Um ponto comum entre os analistas foi a eficiência do isolamento social.


As imagens de comboios de caminhões militares, na Itália, carregando centenas de caixões, com seus mortos, são estarrecedoras. Felizmente, reconheceram o erro e buscam medidas para minimizar a tragédia. O prefeito de Milão desculpou-se dizendo que “Ninguém ainda havia entendido a mortalidade do vírus.” Letal equívoco! A história vai registrar verdades ocultas!


Estudo feito pelo Imperial College de Londres mostrou um panorama muito desolador se o Reino Unido e os Estados Unidos não tomassem medidas mais fortes frente à pandemia. O presidente americano Donald Trump e Boris Johnson, primeiro ministro do Reino Unido, reconheceram essas verdades e aderiram ao combate com isolamento social. Já é dramática a situação por lá!


Técnicos do Federal Reserve Bank of New York, analisando a experiência do país com a gripe espanhola, entre 1918 e 1920, atestaram que as sociedades que se preocuparam com a vida, saíram mais fortes e recuperaram a economia mais cedo. Sem falar que perderam menos vidas!


Enquanto isso, nosso presidente vai na contramão “pregando” a defesa da economia. Disse que algumas mortes não justificam colocar em risco a economia. Prega o BrasilNãoPara! Ignora o conhecimento científico e os especialistas, preferindo ouvir o “tiozinho do churrasco” no seu passeio matinal.


Tedros Adhanom, Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, disse: “A melhor e única maneira de proteger a vida, os meios de subsistência e as economias é parar o vírus.” Proteger a economia para salvar vidas é absurdo! É insano! Felizmente, governadores e prefeitos foram sensatos e implementaram medidas técnicas necessárias. Salvem vidas! Se possível, fiquem em casa! Esse é um ato cristão de amor ao próximo!


“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão).



Túlio Carvalho

[email protected]
Publicado em 03/4/2020

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