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Tera-feira, 25 de junho de 2019

03/05/2019 - 16h07min

Perspectiva

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“A história sem fim!”

São recorrentes as notícias sobre as “tragédias anunciadas”, como as do Rio de Janeiro, em abril passado. São cenas e depoimentos trágicos já vistos, onde o diferencial foi a fala do prefeito que “não viu” nada de anormal no dilúvio que desabou sobre a Cidade Maravilhosa.

Isso me remete ao livro “A história sem fim” do escritor alemão Michael Ende, onde Bastian, um garoto, que usa sua imaginação como refúgio dos problemas do dia-a-dia, ao entrar em uma livraria, descobre um livro antigo, classificado como perigoso. Curioso, pega o livro sem ser percebido e mergulha numa viagem imaginária. Nessa leitura, encontrou o relato sobre uma terra chamada Fantasia, um lugar onde a escuridão destrói tudo. Esse povo aguardava pela salvação que viria de um humano desconhecido.

Na nossa “História sem fim”, também aguardamos algum “humano” nos salvar. Ficamos sentados, numa zona de conforto, assistindo à “escuridão” devorar tudo. É incrível, mas não entendemos as relações de causa-efeito!

Com relação às ditas calamidades, resultados de eventos meteorológicos (ou não?!), amplamente divulgadas pela mídia, onde vidas são ceifadas e os prejuízos socioeconômicos são imensos, pergunto: Não poderíamos evitar alguns desastres com planejamento e prevenção?!

Qual a semelhança entre as tantas calamidades, como, por exemplo, as provocadas pelo rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, assim como os alagamentos e os deslizamentos de morros que imputam mortes e prejuízos materiais? A constatação é de que há um “denominador comum”: A negligência daqueles que deveriam corrigir os maus feitos. Os responsáveis, por razões “maiores”, protelam atitudes até que as “tragédias anunciadas” tomem conta da mídia. Todas eram só uma questão de tempo, pois mais cedo ou mais tarde, iriam acontecer. É desprezo pela vida?

Como em Fantasia, ficamos à espera da salvação. Será que essa história poderia ter um fim (feliz!)? Por que não reagimos e assumimos nosso destino? E Guaíba? Nossa cidade não está indo para o mesmo abismo? A ocupação de áreas importantes de amortecimento de águas não vai nos colocar na mídia das calamidades? Vamos esperar a situação chegar ao ponto de inviabilizar “a vida” ou vamos banir essas “tragédias anunciadas”?

As mudanças climáticas são verdadeiras e cada vez suas consequências mais previsíveis. No site da ONU, pode ser acessado o último relatório sobre essa realidade. São indiscutíveis os danos socioeconômicos e ambientais pelo mundo. Essa é “Uma Verdade Inconveniente” negada pelos representantes dos grandes interesses econômicos. É importante começarmos a tomar ciência dessas informações e, principalmente, fazer análises críticas, pois disso depende uma mudança na postura do povo e dos gestores públicos.

“Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.” (John Locke).

Túlio Carvalho

[email protected]

Publicado em 04/5/2019.

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