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Tera-feira, 23 de julho de 2019

08/04/2019 - 15h49min

Perspectiva

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“Vamos pra rua gritar... A palavra utopia!”

Estava procurando uma música para encerrar o debate sobre “Política, Democracia e Cidadania Crítica”, na Rádio Fraternidade FM, quando me deparei com o “Samba da Utopia” de Jonathan Silva. Fiquei um tempo ouvindo, embriagado com a sua mensagem e o seu embalo. Não saía da minha mente a melodia e seus versos. Até sonhei com ele! Sacudiu meu imaginário.

Isso me levou a trazer para essa “Perspectiva” o tema Utopia, no qual nos remete a ideia de uma civilização ideal, imaginária, uma fantasia, um devaneio, uma ilusão, um sonho. Do grego, “outopos” significa “lugar que não existe”. Esse pensamento filosófico foi criado pelo inglês Thomas More, com sua obra “Utopia” (1516). Ele faz uma profunda crítica à sociedade europeia da época, em especial à inglesa, onde destaca as injustiças sociais, originadas, principalmente, pelo processo de acumulação de capital, na ganância pelo poder e no expansionismo estatal que multiplicava as guerras.

Na sua obra literária, apresenta uma ideia radical, apoiada em histórias de viagens transoceânicas e nas civilizações encontradas nas Américas. More imaginou uma sociedade que vivia em uma ilha do Novo Mundo, estruturada de acordo com a razão. Segundo o autor, era uma comunidade organizada de forma racional, as casas e bens seriam de todas as pessoas, que passariam seu tempo livre envolvidas com leitura e arte. Ah!... Não haveria guerras. Esta sociedade viveria em paz e em plena harmonia.

O meu primeiro e real contato com esse pensamento filosófico foi no Fórum Social Mundial (Porto Alegre/2001). Na passeata, no centro da cidade, me deparei com um grupo de franceses que bradavam o slogan “Utopistas de pé!”. Me engajei no grupo com o objetivo de entender melhor esse princípio ideológico. Foi muito legal! Resultado... Passei a ler mais sobre o assunto.

Desde então, abracei a Utopia, acreditando numa civilização ideal, num mundo melhor na busca da perfeição, da felicidade, onde o povo seria o centro do poder.

Por óbvio, a pergunta que se apresenta é: Se a utopia nos leva a buscar um mundo melhor, então, o que fazer para tornar isso uma realidade? Como colocar essas ideias na prática? Ora!...O caminho do ideal para o real é algo fascinante e necessita de cumplicidades políticas. Lembro, aqui, a frase do estadista prussiano Otto Von Bismark: “A política é a arte do possível”.

Nesse contexto, é possível imaginar a humanidade banindo a intolerância e a segregação, abraçando a fraternidade e a solidariedade. Para tanto, é preciso cidadania crítica e participação na vida política da nação. Para mudar o mundo, teremos que ser idealistas, insensatos e sonhadores.

“Se o mundo emburrecer... Eu vou rezar pra chover... Palavra sabedoria!... Se acontecer afinal... De entrar em nosso quintal... A palavra tirania... Pegue o tambor e o ganzá... Vamos pra rua gritar... A palavra utopia!” (Jonathan Silva – Samba da Utopia).

Túlio Carvalho

[email protected]

Publicado em 06/4/2019.

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