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Tera-feira, 16 de janeiro de 2018

08/01/2018 - 17h14min

Perspectiva

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“Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo!”

A primeira Perspectiva de 2018 aborda um tema que já me diz respeito: o idoso! Venho atender à sugestão da ilustre leitora dessa coluna, a dona Selma Rodrigues, trazida pelo meu amigo Ricardo Jardim.

Conforme a Organização Mundial da Saúde, são considerados idosos, para os países desenvolvidos, as pessoas a partir de 65 anos e 60 nos países subdesenvolvidos. Segundo o IBGE, a população idosa brasileira totaliza 23,5 milhões de pessoas. Projeções das Nações Unidas indicam que uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais. De acordo com a ONU, em 2050, pela primeira vez, haverá mais idosos que crianças menores de 15 anos.

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA/MPDG) apontam que, cada vez mais, o idoso ocupa uma função relevante na sociedade, onde um grande número de famílias sobrevive à custa das aposentarias e do trabalho deles. Com suas experiências, contribuem para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade contemporânea.

Apesar do Estatuto do Idoso garantir amparo à velhice, os governos não dão a atenção devida. A criação de grupos de convivência resgata parte do valor merecido, proporcionando atividades físicas, intelectuais e culturais. Entretanto, uma parcela grande da sociedade não se conscientizou ainda da importância dos idosos nas suas vidas. Eles foram e são responsáveis pela nossa criação e existência. Fazem parte da nossa história.

Os idosos não carecem de pena, mas, sim, de respeito, não pela idade, mas pelas tarefas e empenhos, trabalhos e suores do caminho já percorrido na vida. Se há futuro é porque houve um passado! Essa é a questão!

Outro ponto importante é o envelhecimento no imaginário das pessoas. Há muita dificuldade em entendermos que envelhecer é um processo natural que caracteriza uma etapa da nossa vida. São mudanças físicas, psicológicas e sociais que acometem de forma particular cada indivíduo com vida prolongada. Segundo Max Weber “a idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.” Segundo Aristóteles, “Velhice não deveria ser entendida como doença, pois não é algo contrário à natureza”. Então, envelhecer faz parte da vida! Viva a velhice!

Por fim, não importa qual seja a sua idade atual, pois a cronologia do tempo não é o mais importante. O que realmente importa é o estado de sua mente e seus interesses. Temos, sempre, que estar voltados para o futuro, para frente, para o amanhã. Com essa visão, entendo que, no cerne dessa reflexão, há uma certeza: “Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo!” Essa parece ser a melhor maneira de envelhecer: Curtindo a vida! Vivendo!

“Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres.” (Sêneca)

Túlio Carvalho

[email protected]

Publicado em 6/1/2018.

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