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Terça-feira, 20 de outubro de 2020

15/10/2020 - 09h20min

Presos envolvidos em agressão e ameaça a um candidato a prefeito de Guaíba

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A Polícia Civil de Guaíba, em rápida investigação, executou a Operação Cérbero, que resultou a na prisão de três homens envolvidos em agressão e ameaças a um candidato a prefeito de Guaíba. Os nomes da vítima e dos acusados não foram divulgados pela Polícia, devido à legislação em vigor.

Segundo a delegada Karoline Calegari, da DP de Guaíba, a Operação foi batizada de Cérbero, porque na mitologia grega significa cão de três cabeças que guarda as portas do submundo. Isso em razão dos três alvos da Operação e também em razão do apelido de um dos alvos.

Os policiais civis prenderam três homens suspeitos de extorquir, mediante o emprego de violência e grave ameaça a um candidato a prefeito de Guaíba, para que pagasse dívida, em tese, indevida.

Os investigados estiveram na residência da vítima e, diante de testemunhas, mediante ameaças de morte, deram um prazo para que o candidato efetuasse o pagamento de notas promissórias. Segundo a Polícia, o ofendido alegou aos criminosos que a dívida estava sendo discutida na Justiça e que seria indevida. Vencido o prazo estabelecido pelos suspeitos, eles retornaram à casa do candidato e, armados, agrediram a vítima fisicamente, inclusive desferindo coronhadas.

A delegada informou que um dos investigados tem antecedentes por roubo a banco, latrocínio e outros crimes violentos. Outro investigado, que chegou a vangloriar-se do fato nas redes sociais, possui empresa de segurança privada. Esse homem também foi preso.

A Polícia Civil está apurando, em detalhes, a atuação da empresa de segurança privada.

De acordo com a Delegada Karoline, o terceiro investigado ostenta antecedentes policiais por posse irregular de arma de fogo e falsificação de documento público.

Durante a Operação, foram apreendidas armas de fogo, uma espingarda de calibre .12, uma pistola .9mm, munição, algemas, soqueira, um veículo utilizado no crime, celulares e dinheiro. Os investigados foram presos pelos policiais civis e encaminhados ao sistema prisional.

Chamou a atenção da Polícia a violência e a audácia dos agressores, que praticaram o crime em plena luz do dia, na frente de testemunhas, tendo um deles ainda se vangloriado do fato nas redes sociais. As investigações continuam.

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Metropolitana, delegado Mario Souza, ressaltou que as prisões são extremamente importantes não só para salvaguardar a ordem pública, mas também para garantir o pleno exercício da democracia, considerando a condição do ofendido, candidato em período eleitoral.

Lei da Importunação Sexual completa dois anos

Sancionada em 2018, a Lei da Importunação Sexual (13.718), conhecida como LIS, alterou o Código Penal. Assim, tipificou e criminalizou comportamentos como cantadas invasivas, beijar sem consentimento, entre outras condutas abusivas. Segundo explica o especialista em Direito e Processo Penal, membro da Comissão Especial de Direito Penal da OAB, Leonardo Pantaleão, o crime se manifesta em espaço público, sem uso de força ou hierarquia entre vítima e agressor.

A Lei também criminaliza o ato de ejacular em uma pessoa dentro de transportes e espaços públicos. Este ainda pode configurar estupro dependendo das circunstâncias, como utilização de força para imobilizar a vítima, por exemplo.

Passados dois anos de sua criação, é comum as pessoas ainda manifestarem dúvidas entre o crime de importunação e o assédio sexual. Pantaleão explica que a importunação sexual é qualquer ato libidinoso, sem a anuência da outra pessoa, na tentativa de satisfazer o desejo sexual. “Ela se difere do estupro porque não apresenta violência física, e do assédio porque não há relação hierárquica ou de subordinação”.

Pantaleão ainda lembra que, desde sua criação, em 2018, a importunação sexual deixou de ser infração e passou a ser crime.

Qualquer pessoa que presenciar ou for vítima de importunação sexual pode denunciar pelo telefone 180 - Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

Assassinato de professora choca a comunidade

Na madrugada de segunda-feira, dia 5, a professora aposentada Rosa Jardim, 67 anos (foto), e seu filho Leonardo, 28, foram mortos a tiros dentro da casa onde moravam, no Bairro Bom Fim, Zona Oeste de Guaíba.

Leonardo tinha passagens pela Polícia por tráfico de drogas. O crime teria acontecido em meio a uma discussão com um homem, supostamente conhecido de Leonardo. Rosa teria tentado apartar a briga e acabou sendo atingida. No entanto, este relato não foi confirmado oficialmente.

A Gazeta Centro-Sul questionou a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia local, sobre autoria e motivação dos homicídios. Em nota, a delegada disse que a investigação está sob sigilo, mas afirmou que está sendo feita com “dedicação e afinco”.

Rosa Jardim foi diretora da Escola Estadual Frederico Linck, em Guaíba, durante muitos anos. Foi professora do Curso de Magistério no Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim, onde também atuou como supervisora das séries iniciais.

Rosa era muito estimada na comunidade de Guaíba, destacando-se como colega participativa, mãe e avó dedicada e de perfil otimista e agregador. Era mãe do ex-secretário municipal da Fazenda, Leandro Jardim. Sua morte gerou consternação na sociedade, que espera que o responsável seja identificado e preso.



Foto: Divulgação/PC

Publicado em 09/10/20.


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