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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

14/09/2020 - 14h45min

Crise no Transporte Público

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Acerto entre Sindicato e Assur suspende, temporariamente, greve em Guaíba

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Guaíba e Região publicou Comunicado de Greve na Gazeta Centro-Sul, no dia 4, anunciando greve dos rodoviários a partir do dia 8, considerando que os salários dos trabalhadores têm sido pagos com atraso e de forma parcelada. No entanto, diante das negociações, intermediadas pela Prefeitura, a paralisação fica suspensa até o dia 30 de setembro, caso o acerto entre os trabalhadores e a empresa seja oficializado pela Justiça nesta sexta-feira, 11.


Segundo o secretário Municipal de Mobilidade Urbana, Luciano Guedes, na manhã do domingo, 6, houve uma videoconferência com o Tribunal de Justiça, envolvendo as partes e a participação da Prefeitura e do Ministério Público do Trabalho. Na ocasião, foi debatida a crise do setor e marcada uma nova reunião, que aconteceu na quarta-feira, 9, quando foram apresentadas medidas alternativas para dar sustentação econômica à empresa e contornar a crise, que já era significativa e se agravou com a pandemia; um problema de abrangência nacional.


De acordo com Guedes, antes do distanciamento social, a empresa Expresso Assur, responsável pelo transporte urbano de passageiros em Guaíba, transportava cerca de 22 mil usuários por mês e este número caiu para cinco mil atualmente.


O secretário garantiu que a Secretaria de Mobilidade Urbana não está omissa, agindo dentro de suas atribuições legais: aceitou que não fossem mais usados os amarelinhos porque, durante a pandemia, não tem público para este serviço; a Prefeitura isentou o pagamento do ISS por dois anos (2019 e 2020); autorizou a redução de horários e do tamanho de alguns ônibus; e intermediou as negociações de reajuste da tarifa, que ficou abaixo do que foi apresentado pela planilha de custos da empresa concessionária.


Na tarde de quinta-feira, 10, foi realizado novo encontro entre as partes e a Prefeitura para debater as alternativas. Guedes disse que a Assur se comprometeu em pagar os salários fracionados durante este mês. Com isso, o movimento de greve fica suspenso até o dia 30 de setembro, considerando a continuidade dos pagamentos dos salários dos 128 funcionários. O acordo depende de decisão da Justiça nesta sexta-feira. Segundo o secretário, a empresa argumentou que, diante da crise, agravada na pandemia, não tem como garantir pagamentos futuros. Em caso de paralisação, entraria em colapso.


O presidente do sindicato da categoria, Luiz Carlos Martins, ressaltou que a entidade exige da empresa o registro em ata dos dias certos dos pagamentos a serem efetuados e quais os percentuais. A videoconferência decisiva com o Tribunal de Justiça está marcada para a tarde desta sexta-feira, 11, quando deve ser oficializado o acerto entre as partes.


“Em caso de greve, a legislação determina que 30% dos ônibus circulem”, lembrou o secretário Luciano Guedes.

Foto: LA/Gazeta

Publicado em 11/9/20.


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