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Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

18/02/2019 - 15h06min

O Livreiro de Guaíba

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Por Leandro André

Desde jovem, Guima Beineke adora literatura. Na década de 1980, quando trabalhava como radialista na Rádio Difusora, em Porto Alegre, nos tempos de folga garimpava livros nos sebos da Capital. Guima foi dispensado da rádio na mudança de acionistas, com a Band assumindo a emissora. Na busca por uma nova atividade profissional, a decisão por investir no comércio de livros foi automática.

Em 1992, Beineke criou a “Só Livros”, na Galeria Panorâmica, no Centro de Guaíba. Nesta época de crise econômica e inflação alta, o livro era caro e o negócio não prosperou. “O livro custava o preço de uma camisa, uns R$ 140,00; atualmente, custa em média R$ 30,00. Com o custo elevado, havia muito leitor de biblioteca. Após o Plano Real, o livro se tornou mais acessível e o leitor passou a ser consumidor”, observou o empresário.

Em 2001, Guima voltou ao mercado do livro, abrindo a Livraria Entrelinhas, na Rua São José, retornando mais tarde com sua loja para a Galeria onde havia começado. Para divulgar a livraria, implantou um trabalho diferente, promovendo eventos literários nas escolas, incentivando o hábito da leitura entre os estudantes de Guaíba. Anos mais tarde, a Entrelinhas mudou-se para o atual endereço no Centro Comercial Guaíba, na Rua Dr. Lauro Azambuja, abrindo uma filial no Campus da Ulbra. No Centro, além da Livraria, com cerca de 15 mil títulos disponíveis, funciona uma cafeteria e há dez computadores nos quais a população pode usar serviços pela Internet, em ambiente climatizado, com ajuda dos funcionários, pagando taxas acessíveis.

Em 2003, Guima se associou a Câmara Riograndense do Livro e há seis anos faz parte da diretoria da entidade, ocupando o cargo de tesoureiro há quatro anos. Ele integra a equipe que coordena a Feira do Livro de Porto Alegre.

Por ser fundador e proprietário da única livraria de Guaíba; por se destacar como importante incentivador do hábito da leitura, principalmente entre os jovens; por atuar como propagador dos livros; e por ser membro da diretoria da Câmara Riograndense do Livro, Guima Baineke tornou-se conhecido na comunidade como o “Livreiro de Guaíba”, título que o orgulha.

“Para cada guaibense que dizia que em Guaíba nada dá certo, incluindo a existência de uma livraria, surgiram dois que acreditam na Cidade, são torcedores da Entrelinhas e eu sou muito grato a estes”, destacou o livreiro emocionado. Ele explicou que disponibiliza em sua loja livros para todos os gostos, com os mesmos preços praticados em Porto Alegre, e segue o sistema de encomendas caso não tenha algum título para pronta entrega, conforme acontece nas grandes lojas da Capital.

“Uma livraria tem de ser um templo à diversidade”. Com esta frase, Guima Beineke, o Livreiro de Guaíba, encerrou a entrevista à Gazeta Centro-Sul.

Foto: LA/Gazeta

Publicado em 16/2/2019.


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