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Domingo, 14 de fevereiro de 2016

24/02/2014 - 14h28min

Investimento em Guaíba

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Engebasa quer implantar fábrica de torres no Município.

Protocolo de intenções foi assinado no Palácio Piratini

Foi assinado protocolo de intenções entre a empresa Engebasa Mecânica e Usinagem e o Governo do Estado para a implantação de uma fábrica de torres metálicas para parques eólicos em Guaíba, com investimento previsto de R$ 76 milhões. A assinatura aconteceu na manhã de quarta-feira, 19, no Palácio Piratini (foto).

De acordo com o Governo, serão 230 empregos diretos, sendo mais de 80% de profissionais altamente especializados, além de 85 empregos indiretos.

Segundo a empresa, a nova fábrica deverá entrar em operação ainda este ano. A planta, com 20.777 metros quadrados de área construída, terá capacidade de produção de 300 torres/ano, superando a capacidade atual de produção em Cubatão - matriz da companhia - que é de 168 torres de aço por ano, com alturas de 65 metros, 78 metros e 100 metros.

“O projeto faz parte do Programa RS Eólica e, por estar integrado à cadeia produtiva, fortalece esta importante fonte de energia, que possui baixo impacto ambiental. Destacamos, ainda, o adensamento tecnológico na economia gaúcha”, disse o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik. 

Energia Eólica no Estado

A energia eólica, gerada pelo vento, é considerada limpa e o Rio Grande do Sul oferece condições naturais excelentes para a sua viabilização.

Atualmente, o Estado conta com 469 MW instalados em 16 parques eólicos, sendo que um ainda está em construção, o que reúne condições atrativas para a instalação de novos parques, chamando a atenção de fabricantes de máquinas e equipamentos da cadeia produtiva, bem como de prestadores de serviços especializados (engenharia, logística, montagem e manutenção).

De acordo com informações do Governo do Estado, o crescimento mundial de energia eólica e o potencial eólico brasileiro (143 GW para ventos acima de 7m/s e altura de 50 metros) têm apontado para um cenário de grandes perspectivas para o setor. Nas mesmas condições, o potencial eólico do RS, em terra firme, é de 15,8 GW.

A Engebasa é responsável por mais de 35% da produção nacional de torres eólicas. Com a nova unidade, a empresa busca ampliar o atendimento no Brasil e iniciar a exportação.

E escolha de Guaíba considerou a localização estratégica: próxima ao Porto de Rio Grande, com 291 quilômetros de distância, e também das fronteiras do Uruguai (289 quilômetros) e Argentina (628 quilômetros).

Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini

Publicado em 22/2/14.


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