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Terça-feira, 20 de outubro de 2020

17/08/2020 - 10h06min

Leandro André

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Que não sente à mesa

Temos duas traduções mais usadas, em português, para “live” (do inglês): o verbo viver, morar, cuja pronúncia é (liv); e ao vivo, cuja a pronúncia é (laiv). Portanto, estas gravações de especialistas diversos e genéricos que chegam insistentemente pela Internet são as lives (laivs).

Crianças, donas de casa, empresários, políticos, apedeutas, profissionais liberais, jornalistas, religiosos, fanáticos, poetas, artistas, cientistas e doidos fazem “lives” em série. Se continuar assim, não vai demorar para abrirmos a geladeira e encontrarmos uma live. A carga é intensa. Quem não faz live é anormal. Então, começo a pensar em fazer live também. Já me sinto um anormal. Acontece que o “ao vivo” pra mim é ao vivo de verdade, presencial, mas o mundo mudou e o novo ao vivo é virtual, é live. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio. Vamos lá!


O ser humano não consegue ficar longe de outros humanos e a pandemia ratificou isso. Mas a pandemia escancarou, também, que em algum momento recente este elo de convívio presencial se rompeu: muitos trocaram o presencial pelo virtual no automático, mergulhando na telinha de seus celulares na mesma mesa, na mesma casa, indiferentes à companhia presencial. Que triste, isso.


Compartilhar no entorno da mesa é essencial; show precisa ser presencial, com palco, caixas de som, iluminação e aglomeração; viajar tem que ter vento no rosto, outros ares; aeroporto é portal de experiências; café da manhã de hotel é conteúdo; banho de mar é energia vital; estrada deve ser percorrida, e a paisagem, admirada; caminhada tem de ser na rua; reunião tem que ter gente e cafezinho; palestra tem que ter auditório, suspiros e palmas; escola para crianças tem que ter professora na sala de aula, recreio no pátio, pracinha e trocas; futebol é contato e emoção primária. Livro tem que ter folhas; roupa precisa ser tocada, e sapatos, experimentados antes da compra; abraço tem que ser quente; e beijo tem que estalar na carne.


Nestes dias de pandemia, em que somos obrigados a substituir o “ao vivo” pelas lives e os contatos são postiços, percebemos a importância do elo de convívio presencial e o quanto estava sendo negligenciado.


Que essa experiência dolorosa do distanciamento forçado nos faça encontrar o caminho do equilíbrio, onde a tecnologia seja uma ferramenta que não sente à mesa.


Viva o toque humano, o abraço quente, o olhar presente, o vento no rosto, a emoção de partir e de chegar, a mesa de bar, o encontro de verdade! Isso vai voltar.



Vereadores erraram

É papel do vereador fiscalizar o Governo Municipal. Nessa linha de raciocínio, a tentativa dos três vereadores de Guaíba, de fiscalizarem o Hospital Berço Farroupilha, seria legítima, se não estivéssemos no meio de uma pandemia, envolvidos com um vírus altamente contagioso. Ver matéria nesta edição.


Além de fiscalizar, vereador(a) faz leis, então deve conhecer e respeitar a legislação e as regras. No caso em questão, não respeitaram: a intenção de investigar supostas irregularidades atropelou a razão.


Se receberam denúncias sobre supostas irregularidades no Hospital, mas há protocolos que restringem o acesso devido ao risco de contágio, por que não acionaram a Vigilância em Saúde do Estado e o Ministério Público para uma ação conjunta adequada?


Na minha opinião, os vereadores erraram, porque se deixaram confundir com o comissariado do barraco.



Seis Pré-candidatos a Prefeito

O Juliano Narciso entrou em contato com a Coluna para comunicar que o Narciso da Funerário é pré-candidato a prefeito de Guaíba pelo Patriota. Então, até o momento, são seis pré-candidatos a prefeito da Aldeia, de acordo com informações que recebi.



Quem poderá votar?

De acordo com a Justiça Eleitoral, somente os eleitores que se recadastraram até maio deste ano estão aptos a votar nas eleições de novembro. Não haverá biometria, mas o recadastramento é obrigatório. Com isso, Guaíba deverá perder cerca de 10 mil eleitores.


A Aldeia terá 17 cadeiras na Câmara Municipal a partir de 2021, uma a mais do que hoje. E, pelos meus cálculos, contando somente os votos válidos, cada partido (não é mais permitido coligações partidárias na proporcional – Legislativo) terá de somar cerca de 3.100 votos por vaga.


O prazo das convenções encerra em 15 de setembro e o período eleitoral começará oficialmente no dia 27 de setembro. Em Guaíba, cada partido tem direito a registrar 26 candidatos(as) a vereador(a); destes, no mínimo, oito mulheres.



Ano Perdido na Educação Pública

O Governo do RS estuda, com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e outras entidades, a possiblidade do retorno das aulas presenciais no final de agosto.


Diante da completa insegurança por conta da pandemia, o retorno dos estudantes é um tiro no escuro. É preciso aceitar que o ano letivo de 2020 está perdido. Mesmo que voltassem as aulas, como recuperar os conteúdos a partir de setembro?


Em escolas privadas com ensino à distância regulamentado, o ano letivo será cumprido, mas para por aí. É educativo dizer a verdade: 2020 para as escolas públicas do RS, tanto da rede estadual quanto das redes municipais, infelizmente, está perdido.



Leandro André

[email protected]

Publicado em 14/8/20.

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