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Quarta-feira, 15 de julho de 2020

17/05/2020 - 19h57min

Leandro André

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Quero Viver!

O rumo da nossa vida depende do que sintonizamos, das escolhas que fazemos.

Nesta pandemia, todos nós fomos obrigados a mudar a rotina, uns mais, outros menos, mas as limitações são para todos. Acontece que, infelizmente, muita gente está sintonizando cada vez mais na desgraça.


Temos que nos manter bem informados sobre o que está acontecendo para nos protegermos e ajudar nossa comunidade na luta contra as consequências negativas da pandemia. Entretanto, isso não quer dizer que tenhamos de assistir à multiplicação de covas e as pilhas de caixões fúnebres nos três turnos do dia.


Além disso, percebe-se que a ciência ainda patina em relação ao novo coronavírus, exatamente por ser novo. A cada dia surgem novas teorias e novos prazos. A única certeza até o momento é que o vírus está por toda parte e não existe remédio nem vacina. Portanto, é preciso afastamento social e lavar bastante as mãos.


E para complicar ainda mais este momento difícil, temos um presidente lambanceiro, que fomenta diariamente um pugilato mental. Tem boi na linha. Do outro lado, uma corrente de corruptos vencidos, carregando o santinho do pau oco, se refestelando no tumulto.


E assim segue um drama pesado e contínuo na TV e nas redes sociais. É preciso sair dessa frequência de desgraça retumbante e política rasteira. A imunidade baixa é o portal do coronavírus.


Diante deste quadro da dor, decidi selecionar a informação e as mensagens que chegam desesperadamente pelo WhatsApp. Decidi, também, aproveitar o tempo para aprender coisas que me ajudam a crescer, na frequência da felicidade possível. Procuro me sintonizar à vida e não à morte.


Foco contínuo no mundo digital, queimando os olhos na tela dia e noite, e pugilato mental, tô fora. Quero viver!



As Coisas Boas de Guaíba

Há quem se empolgue em destacar as coisas ruins de Guaíba. Se fosse para melhorar, seria uma maneira interessante de crítica, mas muitas vezes, na maioria delas, sinto que é desdenha pela Cidade: falta o elo de pertencimento. Ou então, é crítica com fundamento político-partidário, o que tem sua importância, mas perde valor na essência. A ladainha negativa sufoca.


Mas o título acima não fala em coisas ruins da Aldeia, apesar de existirem e de serem muito citadas nesta coluna. O tema é sobre as coisas boas de Guaíba, pois a ideia é arejar um pouco neste tempo de confinamento, de medo e penca de não podes. Então, destaco meu ranking positivo da Aldeia e justifico. Um ranking de coisas que atualmente só podemos curtir no modo meia-boca ou pela lembrança.


Uma caminhada no Calçadão da Beira em manhã ensolarada de primavera ou outono. De um lado, um extenso lago, a Capital dos Gaúchos e montanhas suaves no horizonte; do outro, um morro verde e, acreditem, resquício de Mata Atlântica. Em poucos lugares do mundo se encontra uma passarela como o Calçadão da Beira. Está lá estendido e de graça para todos.


Comer uma pizza na Pizzaria do Ricardo, regada a chope gelado e cremoso, com colarinho maduro. Mesa na janela, com vista para o lago prateado sob a Lua cheia.


Happy hour no Le Grand Café. Ambiente moderno e sofisticado. Eu e o Daniel Andriotti temos uma mesa lá para filosofarmos. Na parede, um pôster do Paul McCartney, que testemunha nossas insistentes tentativas de mudar o mundo.


Café da manhã no Ibis. Não é preciso estar hospedado no hotel para tomar o café da manhã, é aberto ao público, com valor justo. O ambiente nos remete a viagens, um toque internacional. Vale muito a experiência com a família pra começar um domingão.


Rodas de conversas no Parque Natural, que eu chamo de Sala Verde. Construí o Parque, em 1993, quando fui diretor Municipal de Meio Ambiente, então tenho o direito de dar o apelido. Essa história está no meu livro Guaíba - Outra Margem.


A beleza cênica da paisagem vista do alto da Escadaria 14 de Outubro é de tirar o fôlego. E, nesta tela, o nascer da Lua cheia é de arrepiar.


Conversa informal na calçada da Rua São José. Encontrar amigos e colocar a conversa em dia enquanto passam outros amigos buzinando e cumprimentando. Vivência interiorana. Saudades de tudo isso.



Disputa em Guaíba

Este ano, se o vírus deixar, vamos ter eleições municipais no Brasil. Na Aldeia, até o momento, três nomes aparecem na corrida à Prefeitura: Sperotto (PTB); Maranata (PDT); e Claudinha (DEM). No bloco de oposição, dividido entre Maranata e Claudinha, o Caio Larrea (PSL) tentou uma vaga de vice, mas, pelo silêncio formal de ambos, não deu certo. Apoio, sim; vice, não. Forte, essa!



Disputa em Camaquã

A Tia Alaíde voltou de Camaquã com notícias quentes. Robson Marques, que ficou em segundo lugar, atrás do Ivo Ferreira, nas últimas eleições, saiu do PP e ingressou no PTB. O vice-prefeito Jair Martins deixou o PSDB e ingressou no PP. Beto Grill (PSB) e Renato Nogueira (PDT) lançaram pré-candidaturas.


Dúvidas: o prefeito Ivo Ferreira vai a reeleição? Jussara Machado será candidata a prefeita pelo PP? A Tia Alaíde vai ter de voltar a Camaquã em breve.



Figueira do Bar do Ratinho

No fechamento desta edição, recebo a informação de que será preciso suprimir a figueira histórica do Bar do Ratinho na Praia da Alegria. Aperto no peito. Vou me inteirar do caso e comento sobre isso na próxima semana.



Leandro André

[email protected]

Publicado em 15/5/20.

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