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Sexta-feira, 29 de maio de 2020

11/05/2020 - 08h02min

Leandro André

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Trabalhando e Dançando em Casa

Trabalhar em casa não é novidade pra mim. No entanto, ficar em isolamento social, não poder abraçar a minha neta e ficar sem assistir futebol e ir ao cinema é golpe baixo. Mas tenho que fazer a minha parte para vencer este vírus filho da gruta.

Comeram morcegos lá na China, moradores da gruta, e isso gerou uma mutação no coronavírus. Por ser novo, sabe-se pouco, quase nada deste vírus. E neste contexto de ignorância, chovem lives (vídeos) de “especialistas” na Internet multiplicando chutes e politizando um problema sério. Isso irrita. Precisamos nos conectar com ações proativas, com energias positivas.

De manhã, tomo café, um solzinho na sacada, vejo as mensagens no WhatsApp, leio um pouco e ligo o notebook, onde leio e escrevo notícias. Faço ligações telefônicas, entrevisto pessoas e volto a escrever. Às vezes, quando é totalmente necessário, saio na rua de máscara a fim de avaliar situações para a Jornal e ir ao supermercado em meio a um monte de outros mascarados. Todo mundo se espiando. Ainda não vi, mas se alguém espirrar acho que dá correria; eu disparo.


Entre textos no note, notícias e debates na TV, sigo a vida de trabalho doméstico. No início da noite, geralmente danço com a Cristina, minha mulher. Na verdade, é uma dança ginástica na tentativa de queimar calorias. Sim, não citei, mas em meio às atividades me alimento de forma exagerada; é o que diz minha filha nutricionista. Tenho fome e tudo o que gosto engorda. O que não engorda eu não gosto. Então, danço olhando para o professor em um vídeo no YouTube: braço pra cá, braço pra lá, saltinhos e rodopios estranhos. Banho, janta, séries e filmes até altas horas, com escapadas na cozinha.


Não sei se a minha rotina interessa, mas decidi contar. Vá que alguém tenha alguma dica pra colaborar com a minha quarentena. Ou, ainda, que a minha experiência possa dar alguma ideia. É bom compartilhar rotinas numa hora dessas.



A Conversa com Jocir

Meu trabalho é buscar informações de temas relevantes e publicá-los na Gazeta. É o que eu faço, mesmo de castigo em casa.


O povo foi pra rua, a São José anda lotada; em sete dias Guaíba passou de três casos de Covid-19 para nove; e há dúvidas circulando e me cutucando sobre o número de testes feitos para detectar ou não o coronavírus na Aldeia. Então, conversei com o secretário Municipal de Saúde, o Jocir Panazzolo. O Jocir é um gringo trabalhador, comprometido com o que faz. Estou dizendo isso porque tenho observado seu trabalho. Tomara que ele não apronte e me faça morder a língua. Mas vamos ao que conversamos.


Perguntei ao Secretário Jocir se este aumento de casos de Covid em Guaíba tem a ver com a reabertura do comércio. Perguntei, também, se apesar de terem aumentado os casos da doença, o número de infectados ainda baixo em Guaíba tem a ver com o reduzido número de testes. As respostas estão na matéria na página 2.


Um detalhe da conversa foi a explicação sobre as contaminações na Aldeia até aqui. O secretário detalhou como um investigador de Polícia. Disse ele que os primeiros casos estão relacionados a um homem que trabalha numa fábrica na Região, se contaminou lá e passou para a mãe e a irmã, que já se curaram. Depois, foi um senhor de 63 anos, que está se tratando de um câncer e no hospital, em Porto Alegre, apresentou sintomas e testou positivo. Depois, destacou o caso da família do senhor de 87 anos, infectada após um deles ter voltado com o vírus do Rio de Janeiro. “Temos tudo mapeado”, afirmou o Jocir.


Eu respeito o que disse o secretário, mas acredito que esta montoeira de gente pelo Centro é um perigo. Já no fechamento desta edição, recebo informação de mais um caso de Covid-19 em Guaíba. A confirmação deve sair nesta sexta-feira, totalizando 10 casos.



A Velha Política

O presidente Jair Bolsonaro quebra de forma dramática seu discurso. Para se livrar de denúncias e de uma CPI cabeluda, se junta ao chamado “Centrão” no Congresso Nacional e oferece cargos no Governo em troca: a velha política, que Bolsonaro tanto criticou e agora está colocando em prática. Cabe ressaltar que a maioria dos líderes do tal Centrão são investigados por corrupção.



Cala a boca já morreu

Bolsonaro não gosta da Imprensa, detesta. Não gosta das perguntas da Imprensa nem dos comentários dos jornalistas que pensam diferente dele. Ele se irrita e grita, principalmente quando o assunto envolve seus filhos, do 01 ao 04.


Recentemente, o Presidente Bolsonaro mandou um jornalista calar a boca quando este lhe fez uma pergunta no portão do Palácio Alvorada, lugarzinho que ele gosta de usar para dizer bobagens. Cala a bola! Gritou. Ele tentava disfarçar a sua fixação em mudar o comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Fixação esta que acabou custando a demissão do ex-ministro Sérgio Moro. Bolsonaro está com medo das investigações da PF no Rio de Janeiro. Então, é porque deve ter boi na linha.

Estamos vivendo numa democracia, a mesma que elegeu Bolsonaro. Sendo assim, é preciso dizer ao presidente que cala a boca já morreu...



Contas Aprovadas

As contas da gestão de 2019 da Câmara Municipal de Guaíba, quando comandada pelo vereador Arilene Pereira, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas sem qualquer apontamento de irregularidade, o que é raro. Sei que isso é obrigação, mas se destacamos tanto as notícias negativas, cabe uma nota sobre esta notícia positiva. Feito o registro.



Leandro André

[email protected]

Publicado em 08/5/20.

Últimas Notícias

Unidades do Super Paulinho, interditadas na quarta, 20, pela Vigilância em Saúde, foram liberadas neste sábado, 23.

Registrada a primeira morte por Covid-19 de um morador de Guaíba na noite desta quinta-feira, 14.

Na noite de quarta-feira, 13, foram confirmados 22 casos de Covid-19 em Guaíba.

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