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Segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

06/02/2020 - 16h53min

Leandro André

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Meu amigo virou idiota

Ele era um cara bacana, bom de papo; gostava das conversas de bar, dos debates sobre as questões importantes, mas virou idiota. Tudo por causa do celular.

No pacote da estupidez do meu amigo, tem agressividade, especialização genérica, síndrome de cineasta e tendência lorpa. Ele se juntou com uma gente que vive em campanha eleitoral e perdendo, chamando quem vence de canalha, bando de sem vergonhas e ladrões. Quem não pensa como ele é tudo isso misturado. Tornou-se um especialista em opinar sobre tudo, principalmente sobre o que não conhece. Ele opina e julga com desembaraço.

Meu amigo não assiste mais shows ou partidas de futebol, ele grava e fotografa, mesmo quando é proibido. Ele cai em todas as fake news, especialmente naquelas em que vêm o alerta de que isso a Imprensa não mostra. Gozou com o vídeo das pessoas caindo nas ruas de uma grande cidade por causa do coronavírus. E repassa fake news com a rapidez de um coelho.

Meu amigo não lê mais jornal, ele sabe das notícias pelas chamadas que chegam no seu celular a cada cinco segundos. Ele sabe o que aconteceu, mas se alguém pergunta como e por quê, ele emite um som de celular no mudo vibrando sobre a mesa.

Meu amigo se viciou em celular e desistiu do mundo real, virou um néscio corcunda, focado na telinha dia e noite. Desistiu dos debates, das conversas de bar, de ler jornal, de assistir qualquer coisa sem gravar ou fotografar, de ouvir, de aprender; de respeitar. Para ele, não existe vida além do Facebook. Segue pessoas que postam fotos dos próprios pés, mesmo com dedos tortos, o que considero grau três da insanidade.

Estes dias, me aproximei do amigo que perdi para o celular, sem que ele me visse, e o flagrei gravando um áudio: “Meu amigo não tem Facebook, virou idiota”. Ele estava se referindo a mim.

O Lado Dino do Selito

O secretário de Meio Ambiente de Guaíba, Selito Carboni, entrou em cena num momento em que a Aldeia estava muito suja, muito. Então, com a determinação de um Doria, ele fez faxina geral, retirando imundície de tudo que é canto. Este é o lado bom do Selito, mas há um outro lado, o de derrubador de árvores. Parece carregar no DNA o instinto do Dino da Silva Sauro. Saliva por motosserra nova. Tenho a impressão de que, se o deixarem livre, sairá cortando árvores com gana e plantando jerivás na sequência. São bonitos os jerivás, mas dentro de um contexto. A minha leitora Maria Coladel tem uma tese forte sobre os que defendem a multiplicação dos jerivás: nos dias bem quentes, vá pra sombra do jerivá.

Recentemente, aquela árvore bacana que estava bem no meio da rotatória do PA foi suprimida na calada da noite. Não perguntei o motivo, porque já sei qual será a resposta: “estava oca”. Se a árvore tinha problema, por que suprimi-la na calada da noite? A resposta está no lado Dino do Selito.

Árvores na Florida

Publicamos na Gazeta a queixa de uma moradora da Florida sobre o corte de árvores em via pública no Bairro. Questionamos a Prefeitura sobre o caso. Foi dito que o servidor responsável estava de férias. Essa semana, voltamos a questionar. Vejam a resposta da Prefeitura.

“O servidor retornou de férias e esclareceu o caso para o secretário da Agricultura e Meio Ambiente. O Selito Carboni destaca que se tratava de uma árvore da espécie aroeira branca, que estava completamente oca de um lado. A foto feita pela leitora mostra apenas o lado saudável da árvore, que estava comprometida. A proprietária do terreno tinha a licença, estava autorizada e pagou a compensação ambiental. Além da questão de segurança, a proprietária precisava retirar a árvore para fazer um acesso à garagem.”

Não foi revelada qual a compensação ambiental.

O Drama dos Alvarás

O secretário de Administração de Guaíba, Nelson da Rocha, me chamou para esclarecer pontos sobre a dificuldade em relação à emissão de alvarás, com a mudança de sistema, conforme venho comentando na Coluna.

O encontro, na terça-feira, 28, iniciou com uma gritaria inusitada. Dois contadores muito indignados com o não cumprimento de prazos pela Prefeitura cobravam solução de forma dramática. O secretário tentava justificar que a culpa era da Junta Comercial, mas não convencia os contadores, que rebatiam.

Trata-se de uma mudança radical do sistema, que visa um controle maior, mas faltou estratégia de ação na mudança, principalmente faltou comunicação. Não se pode ficar prometendo prazos e não cumprir, muito menos tirar o telefone do gancho e não dar explicações.

Na manhã dessa sexta-feira, 31, a Prefeitura divulgou uma nota. Ver página 4 desta edição.

Disputa em Camaquã

Três correntes políticas se organizam para disputar a Prefeitura de Camaquã em outubro: a do Prefeito Ivo (PSDB), que pode ir para o PL e coligar com o MDB; da Jussara Machado (Progressista, Republicanos, DEM, uma parte do PTB e PSL); e a do Beto Grill (PSB), compondo com PDT, PT e PC do B (assinaram carta de intenções).


Leandro André

[email protected]

Publicado em 01/2/20.

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