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Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

12/09/2019 - 10h25min

Leandro André

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O Caso Renan Pereira

A publicação em primeira mão, aqui na Coluna, sobre a reviravolta no caso Dr. Renan deu o que falar na Aldeia, conforme estava previsto. A declaração do ex-vereador de que deverá se candidatar a prefeito de Guaíba gerou frisson no meio político e nas rodas de conversas.

Não sei se outros processos contra Renan Pereira irão ter continuidade, se o ex-vereador está inelegível ou não. O fato é que no processo em que o MP o acusava de fraude em licitação e formação de quadrilha não foram apresentados “indícios mínimos” que comprovassem a acusação, segundo os desembargadores do TJ-RS, resultando no trancamento do processo.

Entendo que é importante aproveitar este caso para uma reflexão necessária sobre condenar quem quer que seja antes do julgamento. E se isso acontece conosco ou com um familiar nosso?

Se outros processos envolvendo Renan Pereira resultarem em condenação ou absolvição, vamos falar sobre isso. É claro que as denúncias foram rumorosas e tinham de ser divulgadas com destaque, conforme fizemos. A questão a ser refletida se refere à condenação antes do julgamento.

Neste contexto, destaco o uso daqueles vídeos em que o ex-vereador aparecia dançando e se exibindo em Miami (rindo da cara da sociedade) como se aquilo tivesse acontecido durante o seu mandato. Em Guaíba, todos sabiam, até as crianças, que eram vídeos gravados antes do médico ser eleito vereador, pois foram amplamente divulgados pelas redes sociais durante a campanha eleitoral. No entanto, as imagens entraram no contexto das denúncias como se o vereador tivesse ido fazer compras em Miami naquela oportunidade com o dinheiro desviado da Prefeitura. Neste ponto, a hipocrisia bateu no teto na Aldeia. Abordei sobre isso e cheguei a ser interpretado por alguns como defensor do ex-vereador.

Entendo que o Renan Pereira errou feio em se envolver na gestão do PA sendo vereador, pois a função do vereador é fiscalizar o Executivo e não misturar as funções, como aconteceu; escrevi sobre isso na época. No entanto, em relação ao enxoval de denúncias, acredito que é preciso esperar o julgamento antes de condenar.

Julgamentos por juízes de rede social é o pior dos mundos, pois não raro se vê pilantra cobrando por ética, cabo eleitoral disfarçado se anunciando como imparcial; é um festival de santinhos do pau oco.

Repito, não sei se outros processos contra o ex-vereador Renan vão resultar em condenação ou absolvição, não tenho certeza se ele é inelegível ou não. Sei que o processo criminal em questão foi trancado por falta de provas. O que chama a atenção neste caso é a desproporção entre o tamanho da operação do MP, com repercussão dramática na mídia, e o conteúdo da acusação apresentado à Justiça. Vamos seguir acompanhando.

Férias de 90 Dias

Voltou a ser discutido na Câmara Municipal de Guaíba o escandaloso período de férias anual dos vereadores da Aldeia, quer dizer, de recesso. Atualmente, os nossos parlamentares têm 90 dias de recesso, um recorde mundial. O vereador Campeão Vargas já apresentou projeto de lei para mudar isso, mas foi engavetado. Acontece que no ano que vem tem eleições e o tal recorde, se persistir, pode comprometer reeleições.

Resumo da bufa, desengavetaram o projeto de redução das férias. Tenho batido nesta tecla das férias gigantes faz tempo. Não sobrou um butiá no bolso.

Semana da Pátria

O vereador Manoel Eletricista apresentou requerimento na Câmara questionando sobre as atividades da Semana da Pátria em Guaíba. Fiz comentário sobre este tema aqui na Coluna da semana passada. Os vereadores ressaltaram a importância das atividades cívicas.

A SME alega que estão acontecendo atividades nas escolas e tal. No entanto, o que está em foco é a eliminação do desfile cívico, evento com história na Aldeia pela confraternização das comunidades escolares e pelo incentivo às bandas. Um evento que foi apagado do calendário pelo ácido da presunção.

Exemplo em Camaquã

O programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, realizado pela coordenadora Cátia Meneses, da Secretaria Municipal da Saúde de Camaquã, está servindo de referência em diversos municípios do Estado, levando formas naturais e econômicas para tratamento de diversas enfermidades.

Uma Vila no Cartão Postal?

Uma casinha aqui, outra ali, um contêiner usado como moradia, mais um puxadinho, aterro na margem e por aí vai. Tudo isso está acontecendo em área nobre de Guaíba, ao lado da Estação Hidroviária, no Centro da Cidade.


Moradores do entorno da referida área estão indignados com a omissão do poder público. Essa semana, teve boletim de ocorrência na DP, audiência com o prefeito José Sperotto, que é arquiteto e urbanista, e com a Patram. Depois de uma ofensiva intensa dos moradores contra um aterro em andamento na margem, a Fiscalização da Prefeitura acordou.

Apesar da visibilidade do local e da sua importância no contexto turístico da Cidade, a Secretaria Municipal de Planejamento, a Diretoria de Habitação e a Setudec não perceberam nada.

O Desabafo de Fabrício

Comovente, corajoso e importante o relato pessoal de Fabrício Carvalho, falando sobre depressão. Ver página 3 desta edição.



Leandro André

[email protected]

Publicado em 07/9/2019.

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