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Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

13/05/2019 - 14h06min

Leandro André

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A Mudança

Não parece, mas o Brasil está mudando para melhor. Ainda estamos bem longe do bom, mas estamos evoluindo lentamente. Ao focarmos nas encrencas e lambanças cotidianas, não percebemos evolução alguma, pelo contrário, nos assustamos com as barbaridades.

Na política partidária nacional, tenho a impressão de que saiu uma quadrilha do Governo Federal e entrou um bando de loucos, com raras exceções. Isso, porque me acostumei a focar na encrenca, a olhar a metade do copo vazio.

É verdade que havia muitos ladrões no Governo Federal e no Congresso, tanto que há vários figurões presos e outros tantos com tornozeleiras. E também é verdade que tem uma penca considerável de malucos nos palácios em Brasília e outros tantos influentes dando palpites por fora. Basta observar os depoimentos, as mensagens nas redes sociais e as reuniões das comissões no Congresso. Parece que a qualquer momento vai voar um sapato. Mães já foram ofendidas nas reuniões das comissões no Congresso.

Então, diante deste quadro dramático, como podemos estar evoluindo? A pergunta foi da Tia Alaíde, na noite de quinta-feira, quando tomamos um vinho tinto - Desejo, da Salton - que ela trouxe. É aí que entra a questão do foco. Quando abrimos a lente e observamos de um ângulo maior, a evolução aparece. Vamos lá.

Há bem pouco tempo, somente negros e pobres iam para a cadeia, com raras exceções. Isso mudou. Há bem pouco tempo, não tínhamos liberdade de Imprensa e o povo só ficava sabendo o que a elite dominante queria que a população soubesse. Há bem pouco tempo, só possuía telefone quem tinha muito dinheiro ou pistolão na Companhia Telefônica. Há bem pouco tempo, andar de avião era coisa de gente rica.

Há pouquíssimo tempo, acreditávamos que o presidente operário iria terminar com a farra das grandes empreiteiras, com as propinas do superfaturamento das obras públicas e com a exploração selvagem do sistema financeiro. Até brigávamos com os tios conservadores nos aniversários, defendendo a pureza e a coragem do barbudo.

Os exemplos que revelam a evolução dos últimos trinta anos no Brasil são muitos, mas estes que citei são suficientes. Foi só para exemplificar e não para enfezar sobrinhos universitários nem o Tio Gilvan mais do que já enfezei.

Estamos longe do bom, bem longe, mas começamos a nos mover lentamente para lá. A parte da esquerda que enganou já perdeu as massas, não faz nem cosquinha mais; a da direita, que atropela e fala cuspindo, está indo para o mesmo caminho.


Em tempo. A questão do desemprego está mais vinculada à revolução tecnológica do que à economia. Esta é uma outra reflexão.

No Estado e no Município

O avanço que acontece no País, embaralhado pelas lambanças cotidianas, se repete no Estado e no Município. E isso transcende os governos, é cultural, forjado na dor. A população está cobrando resultados efetivos, fiscalizando mais, o que gera mudanças de paradigmas, percebidas quando ampliamos o ângulo de visão, tirando o foco do cotidiano dramático.

Atualmente, os servidores estaduais do RS recebem salários atrasados porque o modelo do compadrio faliu. Discursos eloquentes, promessas e soluções fáceis não emplacam mais. É preciso frear a corrupção, o desperdício; enfrentar corporações que desequilibram, e fazer a coisa certa. Fazer a coisa certa é a base da mudança; fortalecer a cultura anticorrupção é questão vital.


No Município, o Observatório Social, que nada mais é do que a sociedade fiscalizando os gastos públicos, está revelando que o dinheiro de todos pode render mais. Este é o caminho a seguir.

A Câmara precisa evoluir

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Guaíba está articulando para resolver o problema do inchaço de CCs. A ideia é reduzir um cargo de cada vereador, com salário baixo, e manter dois com salários mais altos, justificando a necessidade de qualificar os serviços e tal. Na verdade, estão remendando o que já está remendado.

O Legislativo precisa promover uma ampla reforma administrativa e atualizar seu Regimento Interno; tem de ser um trabalho profissional. Há distorções salariais importantes no quadro efetivo da Câmara e atropelo de funções entre os cargos de confiança.

O trabalho parlamentar é pouco producente, não se vê quase debates de fundo. Geralmente, quando termina o Grande Expediente, a sessão encerra por falta de quórum. Têm discursos inflamados contra CCs na tribuna e nas redes sociais, mas nos bastidores há pressão abafada por mais CCs. A maioria dos vereadores não percebe a força que tem e, não raro, age por medo de críticas, às vezes, por medo de uma minoria barulhenta e sem conteúdo. Oposição e situação se confundem.

A Câmara Municipal de Guaíba sequer tem um assessor de Comunicação para divulgar os trabalhos da Casa. Recentemente, teve dois, em períodos diferentes, que executavam bem a função, mas acabaram demitidos, porque o bom trabalho parece que incomodou a chefia. O presidente, vereador Arilene Pereira, prometeu fazer concurso público, mas tudo indica que desistiu.

Entendo que um Legislativo forte faz toda a diferença para o desenvolvimento sustentável de uma sociedade. Por isso, acredito que a Câmara Municipal de Guaíba precisa evoluir.

Abraço carinhoso a todas as mães!



Leandro André

[email protected]

Publicado em 11/5/2019.

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