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Tera-feira, 27 de junho de 2017

26/06/2017 - 10h47min

Leandro André

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Mudanças na CMPC

No dia 10 de fevereiro deste ano, aconteceu um defeito no sistema de produção da nova fábrica da CMPC Celulose Riograndense em Guaíba. Teve estrondo e tudo. O resultado disso gerou um prejuízo de aproximadamente US$ 84 milhões, isso mesmo, oitenta e quatro milhões de dólares, considerando que a fábrica deixou de produzir 150 mil toneladas de celulose, devido a parada não programada ocorrida entre os dias 10 de fevereiro e 20 de março. Outra parada, na qual será feita também uma inspeção na falha ocorrida em fevereiro, será realizada na segunda quinzena de julho próximo, resultando em menos produção no ano, aumentando o prejuízo. Diante disso, mudanças aconteceram. Os donos da empresa, que são chilenos, não digeriram o prejuízo milionário com facilidade e demitiram um diretor e um gerente, funcionários de muitos anos de casa e conhecidos na Cidade.

Essa situação desencadeou uma série de especulações de bastidores na Aldeia e na volta, tendo em vista a importância da CMPC para a economia regional. Eu fui questionado por muitos leitores sobre o ocorrido e busquei informações oficiais, mas o sistema de comunicação também mudou, tendo de passar por um departamento no Chile. Com o meu silêncio sobre o caso, algumas especulações avançaram feito um Nico Rosberg na reta.

Diante da tagarelice de bastidores, apurei junto à empresa o que estou relatando agora. A CMPC garante que estes eventos não ocasionarão atraso na parceria público-privada em andamento nem perdas para o Município, pois as paradas gerais habitualmente movimentam a economia local (mão de obra, contratações e compras). Por outro lado, a produção de papel (que gera ICMS) continuou normalmente, pois a parada afetou somente a caldeira da linha de produção número 2 e a máquina de papel é suprida pela caldeira da Linha 1.

Em relação à parceria com o Município para finalizar a obra do Hospital, a empresa afirma que continua a manter contatos e estudos para viabilizar a parceria, mas é importante e decisivo que se tenha uma definição clara (Município e Governo do Estado), por escrito, sobre quem fará a gestão do hospital e qual o seu custeio. A partir de então, a CMPC irá finalizar os estudos em questão.

Resumo da ópera, a empresa levou um baque, cabeças rolaram, regras administrativas foram alteradas, mas nada parecido com o frisson gerado nos bastidores. Segue a produção, seguem as parcerias e o foco no perfeito funcionamento do sistema.

A Saúde em Guaíba

Na semana passada, comentei aqui sobre a possibilidade de o Hospital de Guaíba, com maternidade, entrar em operação no final deste ano ou o mais tardar no início do próximo, considerando informações de bastidores que obtive com apoio da Tia Alaíde. Deu o que falar e pelo que soube foi aberta uma bolsa de apostas.

Essa semana, entrevistei o secretário de Saúde, Itamar Costa, e questionei sobre o Hospital. Ele evitou fazer previsões, mas admitiu que a Tia Alaíde está muito bem informada. Façam suas apostas.

Recomendo a leitura da entrevista em que o secretário fala da sindicância que apura possíveis irregularidades na distribuição de medicamentos na gestão anterior; dos postos de saúde degradados; do convênio com o Hospital de Parobé; da abertura do Hospital local; do sistema de marcação de consultas e da desistência da UPA. Interessante ler, guardar e cobrar. Ajoelhou, tem que rezar.

Te Segura na Cadeira

Na gestão anterior, a Prefeitura de Guaíba devolveu à União R$ 900 mil, isso mesmo, novecentos mil reais, dinheiro que deveria ter sido usado para reformar os postos de saúde da Aldeia, que estão caindo aos pedações. Devolveram. Quem me informou sobre isso foi o secretário Itamar Costa na entrevista dessa semana. É de cair os butiás dos bolsos!

Jogos com Tempo Seco

Na quinta-feira, 22, aconteceu a abertura dos Jogos Estudantis de Guaíba. As partidas no Ginásio Coelhão só podem acontecer com o tempo seco, pois se chover os estudantes correm risco de acidente, considerando que chove dentro do Ginásio como na rua.

Ruas Esburacadas

O Governo Sperotto começou bem, firme e forte, com vassourada e tudo. No entanto, quando veio a chuvarada e o asfalto começou a esfarelar, os problemas afloraram e o mar de rosas escureceu. Preteou o olho da gateada.

Licitação e Farsa

A Lei que regula as licitações no Brasil foi criada em 1993, com o objetivo de controlar a contratação de serviços pelo poder público. No entanto, com o tempo, se transformou em um canal por onde passa a corrupção disfarçada. Atualmente, considerando a realidade e o que os empreiteiros confessaram na Operação Lava-Jato, pode-se concluir que licitação, muitas vezes, está associada à farsa e à corrupção.

Sob o argumento de democratizar a participação das empresas, ampliou-se o canal da sacanagem. Neste contexto, entram em cena as barateiras de fundo de quintal, que muitas vezes esfolam o preço para vencerem o certame e depois não conseguem cumprir o contrato ou apresentam trabalhos de quinta categoria. Minha esperança é o Observatório Social. De resto, joguei a toalha.

Leandro André

[email protected]

Publicado em 24/6/2017.

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