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Sábado, 30 de agosto de 2014

25/08/2014 - 09h08min

Leandro André

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O Drama do Parque

Foi uma semana dramática devido a repercussão da coluna publicada no sábado, 16 de agosto, em que fiz considerações sobre o valor anunciado pela SEMA para a implantação de um parque ecológico no Morro da Hidráulica (agora José Lutzenberger). Critiquei os R$ 3 milhões destinados à Unidade de Conservação de Guaíba, dos R$ 24 milhões das medidas compensatórias da obra de expansão da CMPC. Critiquei e argumentei.

Teve ranger de dentes por motivos diferentes. Os guaibenses se indignaram com a demonstração de pouco caso com Guaíba e o pessoal do Governo se indignou com a minha crítica, considerada desproporcional. Fiquei com medo de passar pela frente do Palácio Piratini e levar uma chinelada.

Depois da brabeza, o Governo do Estado parece ter reconhecido que o valor destinado é insuficiente e garante que vai melhorar. Em visita a Guaíba, essa semana, o governador Tarso Genro disse que o Governo está trabalhando para chegar a um valor que possa viabilizar o parque. “O parque vai sair”, disse com todas as letras, em bom som. No final da entrevista coletiva, eu perguntei sobre a previsão de anúncio do novo valor. “Dentro de uns quinze dias”, disse Tarso. Palavra de governador. Eu senti sinceridade e acredito que não me enganei. Vamos aguardar.

Recomendo a leitura do Editorial da Gazeta Centro-Sul desta edição.

Por que o Parque?

Antes que alguém me pergunte por que estou batendo tanto na tecla do Parque no Morro, eu respondo.

Quem acompanha a Gazeta Centro-Sul sabe que as questões de Saúde, Segurança Pública e Educação são abordadas sistematicamente pela Gazeta. Não damos folga, devido a importância destes temas. Quem não acompanha o Jornal, basta clicar estas palavras chaves no “Buscar Notícias” do site da Gazeta que vão surgir dezenas de matérias para comprovar o que estou dizendo.

Acontece que a questão do parque também é importante, pois significa qualidade de vida, lazer, incentivo ao turismo e à Educação Ambiental; significa respeito à natureza e é um direito nosso, pois trata-se da compensação de um empreendimento impactante no perímetro urbano da Aldeia, localizado a três quilômetros do Centro.

O Morro é uma área especial, com resquícios de Mata Atlântica, que tem proprietários, mas eles não podem construir por uma questão legal. Atualmente, é uma Unidade de Conservação e o correto a fazer é indenizar os proprietários e implantar o parque natural. No entanto, isso é impossível com o valor destinado a Guaíba. O ideal seria recebermos os R$ 24 milhões das medidas compensatórias da CMPC, que está construindo uma megafábrica no nosso quintal, mas compreendemos que isso não é possível e aceitamos dividir com o Bioma Pampa e tal, mas R$ 3 milhões, um oitavo do total, é de cair os butiás dos bolsos! E o Secretário Perelló, que deu uma aula para a juventude de Guaíba na audiência pública, em maio de 2013, ficou surpreso com a nossa reação.

Se algum proprietário está pensando em ficar rico e discordar dos valores indenizatórios, ele que discuta depois na Justiça. O que não pode é tomar conta do terreno do cidadão sem qualquer pagamento. É como me disse o prefeito Henrique Tavares: “Como vou cercar uma área que não é do Município?”. O Governo do Estado se comprometeu com Guaíba, o prefeito acreditou e assinou o Decreto da Unidade de Conservação. Agora, é preciso colocar em prática.

O Pedro Correia, assessor da Secretaria Estadual do Planejamento, esteve na Gazeta essa semana e disse que o Governo vai ajustar o valor. O governador Tarso Genro prometeu isso publicamente. Então, é o que importa, o impasse deverá ser resolvido e todos vão sair ganhando.

Obra da Foton não avança

Não venham me dizer que a Foton está construindo a sua montadora de caminhões na tal Zona Mista Industrial de Guaíba. Obra de implantação de uma montadora não tem nada a ver com um tratorzinho pra lá e pra cá.

Eu questionei sobre o ritmo das obras ao governador Tarso Genro e ele disse que o Governo do Estado está em dia com a Foton. Desta vez, por justiça, não se pode culpar o Estado.

Questionei também ao secretário Municipal de Desenvolvimento, Cleber Quadros, sobre a lentidão das obras. Ele gaguejou, despistou e não disse nada.

No dia 5 de setembro do ano passado, o vice-presidente da Foton Aumark do Brasil, Orlando Merluzzi fez uma explanação do projeto da fábrica de Guaíba, na Câmara de Vereadores, e ressaltou que estavam com pressa para iniciar as obras; muita pressa. Estavam contando os dias para a liberação da licença ambiental.

A licença foi liberada em abril deste ano e no mesmo mês teve a grande festa de início das obras.

Eu prometi comer escorpião assado sob o Cipreste Farroupilha quando o primeiro caminhão produzido em Guaíba sair da fábrica local. Uma senhora me cobrou na festa de início das obras.

– “Não vai comer escorpião, Leandro André?”

– “Calma, minha senhora, quando sair da fábrica o primeiro caminhão”, respondi, imaginando o gosto do aracnídeo.

Não estou duvidando que a montadora será implantada em Guaíba. Como morador, eu torço pelo desenvolvimento da Aldeia. Acontece que para quem tinha pressa, muita pressa para iniciar as obras, em setembro de 2013, o ritmo das construções está lento demais um ano depois.

Quatro meses após o festão de início das obras da Foton, o tratorzinho vai, o tratorzinho vem...

Ficha Limpa na Câmara

Os vereadores de Guaíba aprovaram o projeto da Ficha Limpa para o Legislativo Municipal. Forte, essa.

Leandro André

leandro.andre.gazeta@gmail.com

Publicado em 23/8/14.

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