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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

20/07/2020 - 10h31min

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A Ética do rastreamento

Nestes dias com mais tempo livre, tenho instalado mais aplicativos no meu celular. E quase todos eles implicam ter acesso aos meus dados. Faço uma pequena pausa, avalio o tipo do aplicatico, e na maioria das vezes aceito. E isto faz pensar que nossa reputação já é de domínio público.

Isto me conduz para uma palestra que assisti de uma líder espiritualista, há mais de 10 anos. Uma pessoa da audiência perguntou a palestrante, que era da India, sobre proteção espiritual contra trabalhos maléficos contra as pessoas. Ela refletiu um pouco e respondeu: Não faça nada errado. Achei genial a simplicidade. Neste mundo de magias que buscam o prejuízo do outro, há uma certa dependência de um estado vibracional compatível com o “mau olhado”, naquele que é o alvo do “trabalho”. Se a pessoa está equilibrada e com pensamentos e ações elevadas, a “praga” tem menos chance de atingir. Talvez possa, tem questões karmicas envolvidas aí, é um tema extenso. Nossa atutude perante a vida, tem até alguma relação como nosso sistema imunológico. A qualidade e natureza dos nossos pensamentos pode nos proteger ou facilitar o desenvolvimento de doenças.

Voltando aos aplicativos, podemos ver já hoje em dia a força deste rastreamento. Recentemente o presidente Bolsonaro negou a entrega do seu celular para rastreamento. Independente de ser certo ou errado, podemos ver que vários outros casos de polícia são restaurados a partir das ligações telefônicas e mesmo da movimentação da pessoa, que fica totalmente mapeada, pelo celular. Para o caso do recém encontrado Queiroz, a trama de ligações telefônicas diz muito do caso, e das pessoas envolvidas.

Portanto, mesmo as pequenas mentiras de onde estivemos, com quem falamos, ficarão totalmente transparentes. Sobrará a opção de agir com cuidado e ética, e evitar fazer ou falar o que gera provas contra nós, a partir de uma escolha pessoal. Muitos que hoje não dão importância para avaliar se suas manifestações possam gerar prejuízos, morais, físicos ou econômicos a outros, terão ali na frente, talvez, de prestar contas sobre estas ações. Para quem acredita na lei do Karma, sabem que terão de qualquer jeito. Nos dois casos, nossa conduta prepara nosso destino.

Então, se não for por uma escolha ética natural, pela escolha pessoal, de procurar viver dentro de certo padrão civilizado e solidário, que seja pela segurança jurídica e profissional. Nossa “ficha corrida” como se dizia antigamente, é cada vez mais um livro aberto. Ou um livro que pode ser aberto com um mandato policial. E se acontecer junto com uma possível vacinação em massa que virá, a implantação de um chip que irá facilitar (?) nossa vida, entraremos na era do controle absoluto. Aí terá sido melhor ter praticando o conselho daquela líder espiritualista: Não faça nada errado. Sim, sei que é subjetivo. Mas também sei que tem uma voz interna que nos alerta em relação a atitudes que sentimos que não estão alinhadas como nossos melhores valores. Enfim, uma atitude positiva e solidária perante a vida melhora nossa imunidade, nossa saúde, e talvez possa proteger nosso futuro também. Reflexões em tempo de pandemia. Forte abraço, virtual mesmo, a todos!
Felicidade!


Joaquim Mello

[email protected]

Publicado em 17/7/20.

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