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Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

23/09/2019 - 14h59min

Espaço do Sim

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Felicidade Hedônica e Felicidade Genuína

Assisti a uma palestra de Stela Santin, com o tema – Cultivando o Equilíbrio Emocional. Fruto de um treinamento que ela fez no México, em 2013, fundamentado nas pesquisas do Mind and Life Institute. Esta organização se formou em função de uma pergunta do líder budista Dalai Lama. Em um encontro com cientistas, ele disse: vocês aplicam alta tecnologia cientifica para estudar depressão, ansiedade, dor. Podem usar a mesma ciência para estudar a bondade, amor e compaixão? E resultou que alguns cientistas assim o fizeram, com resultados auspiciosos. Ver www.mindandlife.org

Voltando ao tema das emoções, escutei um conceito genial, que me resolveu o falso dilema de escolher ou a felicidade dos sentidos, dos prazeres, ou a felicidade interior. Podemos ficar com os dois tipos; se completam. O pressuposto básico é que todos os seres aspiram a felicidade e querem evitar o sofrimento. A felicidade hedônica foi apresentada como a dos sentidos. Quando temos nossas necessidades atendidas: refeição, casa, laser, higiene, companhia, ambientes bonitos... É legitimo e estrutura nossa existência física. Acontece no tempo e no espaço, portanto, finita: tem um limite, e depende de situações externas a nós. A felicidade genuína é aquela que depende de nós, vem de dentro, da própria consciência. São qualidades que oferecemos ao mundo. Eudamonia, no grego; não diminui nem gasta com o “uso”: quanto mais se oferece, mais cresce a felicidade.

Acredito que se você se buscar na memória, vai lembrar de momentos desta satisfação interior, felicidade de ter feito algo bom para outro. É isto. Este treinamento para a conquista do equilíbrio emocional fala em cultivo. Tem uma disciplina pessoal a ser feita. É uma construção pessoal. E uma das reflexões fundamentais é sobre a impermanência. Todos vamos morrer. Todos. E cada dia se torna uma oportunidade para praticar a felicidade genuína. Não faz sentido querer a infelicidade de alguém. Até se meu inimigo for mais feliz, quem sabe esta relação melhora? Parece brincadeira, mas não é. Supõe a noção de família humana como um todo. Temos um destino comum.

Segundo Stela, este treinamento também estimula a uma apropriação da própria atenção. Relacionar-se exige atenção. A mente desatenta e distraída cai mais facilmente em tendências reativas, destrutivas, perde o foco, gerando desequilíbrio nas emoções. Pode resultar sofrimento. Também o estado de flexibilidade da mente é estimulado, oportuniza mais escolhas para transitar diante dos desafios. E assim percebemos que no mundo, neste momento, tem muita gente trabalhando para a felicidade coletiva. Diga Sim a este caminho! Ótima semana!

Joaquim Mello

[email protected]

Publicado em 20/9/2019.

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