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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

18/07/2019 - 15h22min

Espaço do Sim

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Lula e Moro

Curiosamente, o tema que me chamou atenção foram os eclipses de julho, e que levaram para este eixo Lula- Moro. Reconheço que considero a astrologia uma fonte interessante de reflexão, e eclipses significam um conflito entre a parte racional, o Sol e a emocional, a Lua. A Lua também representa o passado. E, curiosamente, informações do passado estão sendo regurgitadas neste momento, trazendo uma tensão importante.

Anos atrás eu estava assistindo uma palestra de uma indiana, líder de um movimento espiritualista, fundado em 1875, quando lhe foi perguntado como se defender de trabalhos negativos, macumbas, olho grande... A indiana fez uma pausa breve e respondeu: não faça nada errado.

Fiquei impressionado com a simplicidade e profundidade da resposta. Tanto Lula quanto Moro têm convicções do que é certo e errado. Para colocar em prática seu sonho de governo, Lula buscou seus resultados comprando parlamentares (aliás, como antes e como agora), alterando números de orçamentos públicos e tudo o mais que está posto. A Justiça institucional entendeu que houve corrupção. Está sendo punido. O tal meio que justifica os fins. Como toda ação evoca uma reação da mesma natureza, surge o Moro para contrapor a corrupção do Lula, fazendo como? Corrompendo regras, leis, acordos institucionais... De novo, com a mais eloquente e sincera vontade de fazer o que é certo para ele. Este episódio reforça uma lei que está embutida na estrutura do entendimento astrológico, que é a Lei do Karma: da ação e reação. Este episódio parece mostrar que a lei dos homens é bem mais frágil do que parece. No momento que estavam praticando ilícitos, o contexto político e de apoiadores parecia que os protegeria para sempre. O sempre foi breve para os dois. Tem uma Justiça imparcial e impessoal que traz a consequência das nossas ações, mais cedo ou mais tarde. Invariavelmente.

Voltando as nossas vidas simples e comuns, fica a dica. Por mais impossível que seja viver na plenitude o - Não faça nada errado - pelo menos podemos consultar primeiro nossa própria consciência (que talvez seja um lugar além da razão e da emoção em si) como conselheira e depois decidir que práticas aceitar para validar nossas convicções. Não é suficiente imaginar que existe proteção permanente se a Justiça dos homens não descobrir. Se houve transgressão consciente, mais cedo ou mais tarde a lição retorna. Faça o seu melhor, viva em paz com sua consciência. A ideia é ir acertando cada vez mais. Todos temos muito a aprender. O destino é uma construção pessoal. Felicidade!

Joaquim Mello

[email protected]

Publicado em 20/7/2019.

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