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Sábado, 22 de fevereiro de 2020

28/01/2020 - 09h23min

Editorial

Segurança Compartilhada

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Os índices de violência no Brasil, apesar de terem reduzido no último ano, ainda são preocupantes, com números de guerra, banalização de homicídios e execuções em vias públicas a qualquer hora do dia. Neste contexto, pesa, também, as constantes rebeliões nos presídios superlotados, que se transformaram em escolas da criminalidade. É crítica a questão da Segurança Pública no País. A solução para este grave problema, além da Educação, passa por uma reformulação completa do sistema prisional, mais policiamento nas ruas, mudanças eficazes no Código Penal e um sistema de segurança compartilhado entre as polícias Civil, Militar e a sociedade.

É preciso continuar cobrando ações dos governos Estadual e Federal para que as mudanças aconteçam. Além disso, a sociedade precisa usar as ferramentas disponíveis na Internet para se comunicar, com alertas e informações para as forças policiais. Grupos têm se formado no WhatsApp com este objetivo de proteção por meio da vigilância social em permanente contato com a Brigada Militar e a Polícia Civil. Trata-se de uma estratégia que tem funcionado, mas ainda precisa ser aperfeiçoada e ampliada. Isso depende de organização e bom relacionamento com os órgãos de segurança.

É sabido que não é possível contar com um policial em cada esquina, 24 horas por dia. No entanto, é possível fortalecer o policiamento com a ajuda da tecnologia disponível, como sistemas de monitoramento eletrônico e grupos organizados em redes sociais afins. Se o crime é organizado, as pessoas de bem também devem se organizar para combater o mal, contando com a vantagem de que a maioria pertence à corrente do bem.

Não resta dúvida de que a responsabilidade pela Segurança Pública é do Estado, devendo este combater os desmandos que a população vem sofrendo diariamente. A cobrança precisa ser dura, pois até o momento o poder público tem sido forte nos discursos, mas fraco na prática. Entretanto, diante deste quadro violento, com a banalização do crime contra a vida e a expansão da impunidade, é necessário que a sociedade entre em campo e transcenda a queixa.

Se não fosse tanta corrupção neste País, certamente sobrariam recursos para investir mais nos serviços de Segurança Pública, Educação e Saúde. Sendo assim, a intervenção social deve começar pela escolha consciente de seus representantes políticos e encerrar com a participação efetiva no combate ao crime, de forma organizada, usando as tecnologias disponíveis em parceria com as autoridades competentes.

Não há mais como a população se manter como observadora indignada com a criminalidade, é preciso ação política e social.

Publicado em 18/1/20.


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