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Terça-feira, 20 de outubro de 2020

17/08/2020 - 10h09min

Daniel Andriotti

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A Turbulência do Ensino à Distância

A maior tragédia da aviação em território brasileiro aconteceu em julho de 2007, quando no início de uma noite chuvosa na pista do aeroporto de Congonhas, um Airbus A-320 da TAM não conseguiu frear durante o pouso. Chocou-se contra um edifício da própria companhia aérea e explodiu, matando 187 pessoas que estavam a bordo – entre passageiros e tripulantes – mais 12 que trabalhavam no prédio. Era o voo 3054 que havia partido de Porto Alegre uma hora e meia antes. Perdi amigos naquele acidente. Aliás, quase todo mundo conhecia alguém que estava naquele avião.


Fizeram a conta? 187 mais 12, são 199 pessoas. Repito: em 2007. Há 13 anos. Hoje, somente em São Paulo, mesmo local do desastre com o avião da TAM, a Covid-19 mata o dobro de gente todos os dias. Sem falar nos que morrem de câncer, de AVC, de acidente, de bala perdida, de bala com endereço certo, de facada, de picada de cobra, de suicídio... se é que ainda morre alguém com esse tipo de fatalidade (?!?!?!). De fevereiro para cá quase não ficamos sabendo de ocorrências dessa natureza (!!!). E no Brasil inteiro, do Oiapoque ao Chuí, somente com o novo Coronavírus é como se caíssem 10 Airbus lotados. Todos os dias...


Não sabemos ainda quando vamos nos livrar dessa maldita pandemia. Mas quando nos chega uma notícia sobre a estabilização ou uma sensível redução na demanda por leitos de UTI’s nos hospitais, dá até para respirar com um resquício de alívio. Tem até quem não respire fundo desde fevereiro, com medo que o vírus esteja perambulando pelo ar e seja sugado pelo seu nariz. O que não dá é para afrouxar o rigor nas regras de isolamento social. É claro que a economia precisa girar. E vem girando, meio emperrada – é verdade – mas vem. Seja pelo home office, pelas delivery, pelas vendas on line... Mas não tenho dúvida nenhuma sobre o que definitivamente parou de vez: o acesso ao universo de convivência e aprendizado que só a escola pode oferecer.


Pensou-se muito na retomada da economia, nas indústrias, no comércio; mas quase nada nas crianças e nos jovens, ainda que o futuro de desenvolvimento e do crescimento de qualquer nação dependa deles. Discutiu-se exaustivamente se as lojas deveriam abrir, em que dias e horários alternativos poderiam funcionar. Mas ninguém sugeriu um racional sistema de turnos para as escolas, disciplinado por eficientes protocolos de forma a garantir o necessário distanciamento entre alunos, professores, diretores de escolas, pedagogos, servidores. Qual é o meu medo nessa história toda? O de que inúmeros jovens desistam das suas respectivas formações sem as aulas presenciais. Quantos, nesse Brasil de roubalheira, corrupção e descaso com o ensino, tem acesso à hardwares e softwares capazes de suportar um ensino à distância? Quantos se interessam pelos conteúdos propostos sem a interação com o colega ao lado ou o professor na sua frente?


Se o nosso sonho, depois da pandemia, é seguir comendo, bebendo, consumindo, vivendo... penso que seja preciso garantir oportunidade de ensino para aqueles que estarão construindo as estruturas indispensáveis à nossa existência.




Mesmo sob a desconfiança da comunidade científica internacional, a Rússia “diz que” desenvolveu – e registrou – a primeira vacina contra o novo Coronavírus, “eficaz e duradoura”. Agora, evidentemente, quer vendê-la ao mundo. E vai conseguir. Ou alguém já viu alguma coisa dar errado na Rússia??? Quem viu, durou poucas horas...


Se isso realmente for verdade e salvar boa parte da raça humana no mundo, vai ter bloco de carnaval no Brasil com o nome de “Os Filhos de Putin”...


Daniel Andriotti

Publicado em 14/8/20.

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