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Sexta-feira, 29 de maio de 2020

11/05/2020 - 08h09min

Daniel Andriotti

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Heroínas sem capa

Eliot Ness foi um agente do Tesouro Americano que se tornou famoso por fazer o óbvio: cumprir a Lei em Chicago. Não contente, liderou uma equipe lendária chamada “Os Intocáveis”, que acabou prendendo o gângster Al Capone. Para isso, Eliot Ness e seus amigos não foram buscar ajuda num convento. Eles recorreram aos maiores “desajustados” que Chicago podia oferecer naquele momento.

Quando o Nazismo tentou ‘dominar’ a Europa, o problema não foi resolvido com jantares, tapinhas nas costas e apertos de mão. Foi com estratégia de guerra a partir de uma caça e execução aos nazistas. Quando o gado começou a ser dizimado por lobos e pumas, ninguém tentou ensinar as ovelhas a correrem mais rápido. Criaram cães tão fortes e violentos quanto os predadores.


Na vida real, é assim que o mundo funciona. Os heróis não estão por aí, montados em cavalos brancos ou voando com a cueca por cima da calça. Heróis têm sangue nos olhos. Na maioria das vezes, são psicopatas que, por uma ironia do destino acabaram do outro lado: o “certo”. Ou alguém imagina que um policial que sobe o morro, com um armamento inferior ao do inimigo e recebendo um salário de fome para defender uma sociedade que o odeia, tem todos os parafusos apertados? Não. Os “normais” não mudam o mundo!!! Utopia é muito bonita nos contos de fada e no imaginário popular.


A esquerda não é uma simples ideologia política. Ela fala o tempo todo em democracia mas luta pela sua perpetuação no poder e, para tanto, mantém estreitas relações com ditadores genocidas, laços de amizade com facções criminosas e roubo escancarado do dinheiro público de importância vital, como o da saúde, por exemplo. E assim, alicia determinados grupos sociais, que por alguns (ou muitos) benefícios, dedicam-lhe inteira fidelidade. Jamais se estanca uma máquina poderosa e cruel com sorrisos e boas intenções. Estamos falando de pessoas que mentem, trapaceiam, roubam, coagem e matam.


Não é por causa do Covid-19 que a América Latina vive momentos de grave turbulência onde alguns países já desandaram para a convulsão social. A maioria deles, governada pelo que restou dos partidos de esquerda. Um dos principais fatores que explicam a guinada ao centro e à direita na América do Sul nos últimos anos – e o Brasil se inclui nesse grupo – são os escândalos de corrupção associados a má gestão, principalmente na área econômica. E a opinião pública se deu conta disso. Por aqui até ensaiou um princípio de revolta em 2013. E não passou de um ensaio. Mas nos países vizinhos a população começa a fazer ‘justiça com as próprias mãos’. E nas ruas. Desistiram dos carpetes dos gabinetes.


Definitivamente, os heróis não vestem capa (muito menos aquelas do STF que insistem em considerar inocentes – até que se esgotem todos os infinitos recursos – aqueles que mandam matar, roubar, extorquir, sequestrar, corromper...)




Domingo é o dia delas. Domingo é dia de Maria. Domingo é dia daquelas heroínas que não vestem capa e que tomam como delas os filhos das outras. Mãe branca, mãe preta, mãe emprestada. Não importa a cor. Não importa a idade. Não importa o gesto. Elas são todas superpoderosas.

Daniel Andriotti

[email protected]

Publicado em 08/5/20.

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