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Sábado, 22 de fevereiro de 2020

30/01/2020 - 14h30min

Daniel Andriotti

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A ilimitada estupidez humana

Qual o tamanho da agressividade, do comportamento irracional e do desequilíbrio absurdo de um ser humano que, por causa de uma discussão de trânsito, acaba com a vida de três pessoas ao mesmo tempo?

Semana passada, nesse mesmo espaço, escrevi sobre a banalização da violência. E então, lógico, como não poderia deixar de ser, antes mesmo de analisar com um mínimo de profundidade o brutal assassinato de três pessoas de uma mesma família ocorrido na zona sul de Porto Alegre no último domingo, a patrulha leviana das redes sociais, simpatizante do Estatuto do Desarmamento, já disparou suas metralhadoras giratórias cheias de mágoas na questão do porte de armas para o cidadão comum.

Então vamos lá: posse de arma legalizada exige o registro e a autorização para qualquer brasileiro. Tanto para comprar, quanto para tê-la em casa ou no local de trabalho desde que seja o responsável legal pelo estabelecimento. O mesmo serve para compra de munição. Nada disso o autoriza a andar com ela na cintura ou no porta luvas do carro. Detalhe: bandido pode. Seguindo: ainda para obter a posse, é preciso idade mínima de 25 anos, ocupação lícita (trabalho) e residência fixa. E mais: uma rigorosa avaliação para comprovar a capacidade técnica e psicológica de manusear a arma. Detalhe: bandido não precisa nada disso.

O assassino de Porto Alegre – e agora réu confesso – disse que a arma não era dele. É lógico. Pelo Estatuto do Desarmamento ele não poderia tê-la, né? A não ser que ele seja bandido. No depoimento, disse que tomou o revólver de uma das vítimas durante a discussão e, então, feito os disparos. Se ele tem 24 anos, em tese, de acordo com o Estatuto, não poderia mesmo ter adquirido uma arma com essa idade. A não ser que seja bandido...

A grande discussão sobre o Estatuto do Desarmamento – que nesse momento e na minha modesta opinião serve para nada - será sempre em torno do quanto o número de armas aumentaria ou reduziria a criminalidade e a violência no país. Existem estudos científicos que apoiam ambas as hipóteses, sendo necessário abrir mão de outros pontos para compreender essa questão. Se, por um lado, existe a sensação de insegurança gerada pelo crescente cenário de violência urbana e rural – e por isso a posse de arma se justificaria porque muitas pessoas sentem-se impotentes em não ter a chance de se defender de uma criminalidade que possui amplo e irrestrito acesso a esses recursos –, por outro as armas são por definição um instrumento de risco, como é o caso, por exemplo, das discussões de trânsito. Logo, se o Estatuto do Desarmamento fosse eficiente, a ocorrência de domingo à tarde em Porto Alegre teria se resumido a um bate-boca e, na pior das hipóteses, a troca de alguns socos e pontapés. E se o Estatuto do Desarmamento realmente funcionasse não morreriam 680 pessoas por dia em homicídios, em sua maioria, por criminosos durante assaltos onde a vítima sequer reagiu.


Começou o Gauchão 2020: mais do mesmo.

Nesses primeiros jogos percebe-se a falta de ritmo da dupla Gre-Nal e a eterna falta de qualidade dos times do interior. Para os grandes, ganhar dos pequenos é obrigação. Perder para eles, é preocupante.

Do Inter posso falar: a zaga permanece sob o slogan do Tumelero: ninguém facilita tanto. Uendel, foi um dos piores laterais esquerdos que já vestiram a camiseta colorada. Para o seu lugar veio Moisés, do Bahia. Em três jogos, sinto saudades do Uendel...


Começou o BBB 2020: mais do mesmo.

Daniel Andriotti

[email protected]

Publicado em 01/2/20.

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