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Tera-feira, 25 de junho de 2019

24/05/2019 - 16h57min

Daniel Andriotti

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Curtir e comentar, é só começar

A mais popular e mais acessada das redes sociais – o Facebook – está ficando insuportável. E o seu crescimento com um (in)consequente grau de multiplicação tem sido devastador. Tanto que somos o terceiro país do mundo com o maior número de pessoas conectadas nesse tipo de mídia. Muitas pessoas, bastante esclarecidas inclusive, nunca tiveram e resistem bravamente à tentação de criar uma conta. Outras foram ‘infectadas’, se viciaram, gostavam muito, mas... optaram por abandonar essa espécie de Big Brother da vida privada. Isso porque desenvolvemos uma cultura – errada, pra variar – onde o debate público é pautado pela desqualificação alheia. “Se você não pensa como eu, é porque se trata de um cretino a serviço de alguma causa que não me interessa”.

O tipo de propaganda ideológica que funciona nas redes sociais é sempre a negativa. Por isso, o sucesso (ou fracasso) da postagem depende muito da primeira pessoa que vai curtir ou comentar aquilo que você postou: se o primeiro a fazer isso pensa igual a você e assim se manifestar, muitos irão apoiá-lo e haverá pouca contestação. Caso contrário, sua opinião será massacrada. Graças à potencialização do efeito ‘manada’. Para o bem ou para o mal...

Sob qualquer ótica que se analise, é preciso perceber que as redes sociais estão inseridas de modo tão intenso no cotidiano das pessoas que é impossível mantê-las restritas à vida pessoal dos usuários. Nesse novo cenário, o ideal seria que as pessoas tivessem um pouco mais de atenção e de moderação no uso destas ferramentas, evitando que se tornassem vítimas delas.

Definitivamente, não é de política negativa que Guaíba e o Brasil precisam, respectivamente, a cidade e o país em que nasci e onde vivo. É lógico que uma inocente criança que morre num posto de pronto atendimento por aparente negligência no atendimento, não pode – e não deve – ficar impune. Mas ao invés de providências imediatas que pudessem tranquilizar a população para que um novo caso não se repita, todos acreditam que é na rede social que o problema será resolvido. E então, o Facebook vira um palanque iluminado pelos holofotes de agressões mútuas e verbais entre vereadores; entre secretários; entre a população e o prefeito; e de todos contra a empresa que faz a gestão do posto de pronto atendimento da cidade.

E o Brasil? Nosso país, por sua vez, necessita – e com extrema urgência – do saneamento das contas públicas, da confiança do mercado, de investimentos em programas estruturais e da retomada da produção, para que, antes de qualquer coisa, os mais de 13 milhões de desempregados recuperem o direito de viver dignamente, integrados na atividade econômica sem depender do paternalismo estatal.

Essa é, na minha modesta opinião, a ideia que deveria estar sendo discutida nas mídias sociais, essa poderosa ferramenta e eficiente conquista tecnológica que alcançou todos os setores da vida dos seus usuários – quando bem utilizada – a serviço do entendimento entre as pessoas e não de sua destruição mútua. No entanto, como é o caso agora, ela ultrapassa os limites do bom senso e cai nessa falácia do “nós” contra “eles”, que em última instância, só forja perdedores. Assim tem sido na política, assim é no futebol. E agora, até o carnaval, maior festa popular do planeta, que antes se restringia a disputa de alegorias, adereços, bateria e samba enredo entre as escolas de samba, também passou a integrar os quadros da torcida ideológica. Tudo nesse país virou uma grande comissão de frente entre petralhas e coxinhas. E o Brasil – na zona do rebaixamento – segue perdendo pontos na evolução e na harmonia...

Publicado em 17/2/2018

Daniel Andriotti

[email protected]

Publicado em 25/5/2019.

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