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Sexta-feira, 20 de julho de 2018

16/07/2018 - 14h35min

Daniel Andriotti

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A Caverna do Dragão

Meninos tailandeses saíram da caverna após duas semanas de angústia. E o que é mais importante: sãos e salvos graças à heroica atuação das equipes de resgate.

Agora, vamos imaginar hipoteticamente uma situação dessas... no Brasil. O que aconteceria?

O Governo enviaria à Câmara uma proposta para a criação de um Ministério Nacional das Cavernas. Os partidos da base aliada já começariam a negociar cargos em intermináveis reuniões recheadas de bate-boca e agressões. Tudo porque esse ministério seria responsável por criar a Cavernobras (Empresa Brasileira de Cavernas) cuja primeira ação seria publicar um edital para um Concurso Público na intenção de contratar 14 mil pessoas emergenciais num primeiro momento. Depois, o governo enviaria ao Congresso e ao Senado, um orçamento extra de R$ 14 bilhões:

R$ 1 bilhão para o resgate de cada menino e R$ 2 bilhões para o treinador (sim, adulto é o dobro).


Após uma comitiva de técnicos, engenheiros, geólogos e arqueólogos passar dois meses na Tailândia estudando “o que é uma caverna?”, iniciariam as obras para remoção da montanha próxima do local onde estavam as vítimas. Houve contestação do Ibama e por isso, integrantes de ONGs ligadas à defesa das cavernas acamparam no local e, completamente nús, ameaçaram fazer greve de fome. Isso porque as escavações seriam coordenadas por um consórcio das empreiteiras OAS, Odebrecht, Camargo Correia e Andrade Gutierres. Diante do impasse, um deputado da oposição identifica e denuncia irregularidades. A Polícia Federal deflagra a operação “Caverna do Dragão” e o congresso não vê outra saída a não ser aprovar a criação da CPI das cavernas. As centrais sindicais entendem que os operários envolvidos no trabalho de remoção da montanha estão em condições insalubres e por causa disso promovem uma greve geral. O acordo leva muitos dias até que seja criada a ANACAV, agência reguladora das cavernas que, por sua vez, obtém na justiça uma liminar garantindo que a paralisação é inconstitucional.

Próximo à caverna, ambulantes vendem café, churrasquinho de gato, vale transporte, celulares desbloqueados, bijuterias, perfume e uísque falsificado, além de vagas na fila do SUS. Flanelinhas com o jaleco do Ministério dos Transportes achacam motoristas. A mídia faz ampla cobertura. Datena e Luciano Huck se oferecem para entrar no túnel. Durante dois dias, o abastecimento com a alimentação das vítimas – que chegava até eles através de uma canalização especial – foi interrompido. Motivo: fornecedores alegaram falta de repasses por parte do governo federal para a compra dos alimentos. As primeiras dez remessas haviam sido superfaturadas. Por fim, esse é um ano de eleição. Nada será resolvido porque é um momento de conchavos, articulações e costuras políticas. Portanto, o problema da caverna seguirá como sendo uma herança maldita para o próximo governo.


O Brasil foi inferior à Bélgica em tudo. Tivemos raça, garra, empenho, determinação. Faltou qualidade. Ponto.

O que pode mudar? Muitos jogadores, seja pela idade, seja pelo desempenho. Não todos. O talento brasileiro nas quatro linhas é dinâmico e até a próxima copa poderão surgir nomes para titularidade que ainda nem sequer ouvimos falar. Embora me pareça ‘um Felipão com grife’, penso que Tite deve ser mantido. É agregador. Alguns mais exaltados nas redes sociais pedem a sua saída. Falam em Abel Braga, Muricy Ramalho e até em Pepe Guardiola. Outros, mais fanáticos, querem Renato Portaluppi. Esse último, se acontecer, torcerei pela Argentina, pelo Senegal, pelo Irã e pelo Sri Lanka até o fim dos meus dias.



Daniel Andriotti

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Publicado em 14/7/2018.

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