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Sexta-feira, 22 de setembro de 2017

18/09/2017 - 09h36min

Daniel Andriotti

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Yes, nós temos políticos

Sim, nós também temos bananas.

Nós não temos furacões, não temos terremotos, não temos tsunamis. Mas temos políticos, categoria de intensidade 5, cujo poder de destruição é tão devastador quanto...

A atenção do mundo nos últimos dias esteve voltada para o Caribe e para a costa oeste dos Estados Unidos, principalmente para Miami, na Flórida. Mesmo que perdendo relativamente sua força à medida que chegava ao continente, o furacão Irma e seu exército de tempestades fez uma devassa: árvores, prédios, casas, carros, barcos e o pior de tudo: vidas... Muitas, por sinal.

E então vêm as sutis diferenças entre nós, brazilian people, e a oligarquia capitalista e opressora do Tio Sam: após intensos dias de planejamento, preparação, alertas e mobilizações, as principais autoridades americanas em todas as esferas de poder, se colocaram inteiramente a serviço da comunidade. Antes, durante e depois da passagem do furacão. Atitude que, em países que conhecemos bem, jamais ocorreria porque a elite política tupiniquim (pronto, falei!!!) parece viver numa bolha, totalmente alheia e avessa aos anseios de quem necessita. Mas voltando aos EUA: os governos (independentemente dos partidos) preocuparam-se desde a logística com o deslocamento das pessoas para um lugar seguro – inclusive com o auxílio de helicópteros, caso fosse necessário –, até os estoques de comida e de água, além de pequenos detalhes como a liberação de todas as cancelas das praças de pedágios para minimizar os engarrafamentos nas rodovias.

Agora, imaginemos o Brasil: planejamento e mobilização zero, mas ao tomar conhecimento de que uma catástrofe dessa natureza estaria se aproximando, o governo imediatamente iria propor um jantar – com cardápio de frutos do mar e regado a vinho do porto – com integrantes da base aliada do Congresso Nacional. Na pauta, uma aprovação imediata no aumento da carga tributária de todos os produtos e serviços sob o argumento de fazer um caixa 2, 3, 4 e 5 (a título de ‘fundo de emergência’) para cobrir os custos com a reconstrução das áreas afetadas. É lógico que, para atender a essa demanda, seriam ‘convocadas’ construtoras como OAS e a Odebrecht para uma reunião no Palácio do Planalto durante a madrugada. Essas empreiteiras, então, acertariam um jogo de cartas marcadas com um único propósito: burlar a licitação.

Ao contrário dos americanos, o valor das tarifas nas praças de pedágios também seria reajustado (é lógico) pois, com um número maior de veículos nas estradas e a alíquota de impostos corrigida, o faturamento dos cofres públicos seria estratosférico. Cestas básicas com arroz, feijão, massa e leite em pó (contaminado por microrganismos) seriam adquiridos a preços de lagosta e caviar, mas entregues muito tempo depois da tragédia... com as datas de validade dos produtos vencidas. Os serviços de remoção com helicópteros às comunidades de risco seriam descartados, pois todas as aeronaves disponíveis seriam locadas –, a preços megafaturados e com custos repassados ao governo –, para que ficassem à disposição de deputados e senadores em deslocamento aos seus estados de origem. Só assim eles poderiam avaliar os danos que a tempestade causou nas suas fazendas.

Passada a intempérie, as reformas nas casas das comunidades atingidas, nas rodovias e nas pontes danificadas levariam 10 anos para se constatar que o remendo ficou inacabado com um custo 10 vezes maior do aquele que foi orçado.

Sofre, brazilian people!!!!!

Corre as varas da porteira porque a semana farroupilha vem chegando feito um tropel de tordilhos malacaras. É hora de comemorar aquela heroica revolução que, no caso... não nos saímos muito bem...

Chegou a época dos “tradicionalistas de ocasião”, que mal conseguem diferenciar um cavalo de uma ovelha, vestirem aquelas bombachas que não lhe pertencem e falar ‘tchê’ ao final de cada frase...

Oiga tchê, oigale tchê. Dê-lhe canha, dê-lhe fole e dê-lhe mate a noite inteira, no compasso da vaneira. Sirvam nossas façanhas, de modelo, a quem interessar possa. É puro bagualismo!!!

Daniel Andriotti

[email protected]

Publicado em 16/9/2017.

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