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Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20/02/2017 - 23h35min

Daniel Andriotti

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Água no Umbigo...

Vivemos um momento ímpar na banalidade da estupidez humana e são vários os indicadores que me levam a essa convicção. Por exemplo: quando identificamos ou classificamos que mortes individuais são fatalidades e somente as mortes coletivas são as que chocam é porque alguma coisa está fora da ordem. A estatística do crime registra filhos que executam os próprios pais para apressar a herança; bandidos que matam trabalhadores para roubar um tênis, um boné ou simplesmente lhes tirar R$ 5 ou R$ 10 reais que serão consumidos numa pedra de crack; ou um motorista bêbado que atropela uma pessoa na parada do ônibus. Em casos isolados, mesmo que frequentes, somente a família sofre ad aeternum...

No entanto, quando ocorre um atentado terrorista num local de grande movimentação de pessoas; quando cai um avião cheio de gente; ou em episódios com tragédias muito próximas a nós, como a da Boate Kiss – que completou quatro anos no mês passado –, jamais esquecemos. Isso porque a própria opinião pública e a mídia pautam periodicamente esse tipo de acontecimento. O mesmo ocorre com chacinas, massacres entre presidiários ou numa onda de assassinatos num curto período de tempo, como a que aconteceu recentemente na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo.

Mas raramente lembramos de quando as tragédias – envolvendo mortes individuais ou coletivas – são evitadas. E evitadas por um triz. Falo das milhares (sim, são milhares) de vidas poupadas todos os anos entre dezembro e março (somente no Rio Grande do Sul) graças a uma equipe formada por bombeiros, policiais militares e civis que ficam – enquanto houver sol – de domingo a domingo, naquelas guaritas desconfortáveis e os olhos fixos no oceano. São profissionais que tiram do mar – e de alguns poucos balneários de água doce – em média, 24 pessoas por dia. Não fosse a Operação Golfinho, toda essa gente faria ‘uma entrada sem volta no mar’. Então, nos últimos 60 dias (entre 17 de dezembro até a última sexta-feira, 17 de fevereiro) mais de 1200 pessoas deixaram de morrer por afogamento somente no litoral gaúcho, num trecho entre Torres e Cassino. Considerando que a maioria das ‘pessoas distraídas’ entra no mar entre as 10 da manhã e às seis da tarde, significa que a cada hora, três vidas são salvas. Uma a cada vinte minutos…

Por conhecer bem nossos conterrâneos caranguejos já sei que algumas pessoas irão argumentar que “muitos dos policiais que fazem esse trabalho no litoral desfalcam as guarnições da Brigada no interior do estado e, por isso, acabam ‘facilitando’ a operação delinquente da bandidagem”. Nesse caso, troca o chip. Isso chama-se ‘cobertor curto’… e a culpa não é de quem está lá, tirando gente ‘sem noção’ da água.

Antônio Carlos Zago foi um bom zagueiro. Jogou em grandes clubes brasileiros, em outros grandes do exterior, chegou à seleção brasileira. Mas nunca foi mais do que isso: um bom zagueiro. Como treinador, no entanto, temo pelo seu futuro. Assim como me assusta o destino do Internacional nos próximos meses ao longo desse ano. Assisti a todos os seis jogos oficiais do colorado desde o início dessa temporada: três pelo Gauchão, dois pela Primeira Liga e um pela Copa do Brasil. Não gostei do que vi em nenhum deles. O grupo de jogadores continua desqualificado e a folha de pagamento alta. O time se parece – e muito – com aquele do ano passado: apático, desentrosado, descomprometido, desorientado técnica e taticamente, sem confiança, sem qualidade. Ruim.

Oremos, colorados!!!

Daniel Andriotti

dbandri@hotmail.com

Publicado em 21/2/17.

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