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Sexta-feira, 16 de abril de 2021

01/03/2021 - 13h12min

Comportamento

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Sinal da Cruz e Oração

Nascida em pleno carnaval, infância de bambolês e cinco-marias, de repente, eis que sou adulta-madura. Preciso, então, parar o tempo, desembarque estratégico, única e exclusivamente para pensar, refletir sobre a vida. Dedicar pelo menos algumas das incontáveis horas que vêm e vão de acordo com a minha pressa, para recordar, desfrutar, planejar.


Ainda criança, ao som de gaita e violão, acompanhava os irmãos nas tradicionais cantorias caseiras. Assim aprendi belas canções que até hoje me encantam. Antes de dormir, sinal da cruz e oração do Santo Anjo do Senhor, para ter sono tranquilo e uma boa manhã de estudos, uma tarde de brincar de bonecas e ler fábulas. Aos domingos, missa na igreja matriz, matiné no cinema, cadeiras de madeira e filmes sobre milagres.


Mudança de cidade, escola nova, gente pequena jogando taco, brincando na rua, trocando figurinhas repetidas do álbum de História Natural. Cantarolando sucessos da Jovem Guarda, dando boas risadas com o desenho dos Flinstones na tevê sem cores, sonhando com passeios na Capital. E que espetáculo de dia foi aquele, de assistir A Noviça Rebelde no grande cinema e fazer lanche na famosa confeitaria.


Outros tempos chegaram, outras opções para seguir os estudos. Acordar muito cedo, esperar o ônibus Guaíba e, todos os dias da semana, embarcar para o Colégio Concórdia, na outra margem. Acompanhando um bom grupo de jovens secundaristas que frequentava aquela escola “forte”, como diziam os adultos da época.


Dias de faculdade chegaram; com eles, o trabalho, colocando em prática o tanto que aprendera e continuaria a aprender vida afora. Professora por livre e apaixonada escolha, casei, me fiz esposa e mãe. Minha energia e meu tempo, dediquei a estas escolhas, agradecida a Deus por isso.


História que se repete, surpresa das melhores, recebo o título de avó, mais um precioso presente desta vida. Encontro novos amigos, reencontro antigos, escolho novo trabalho, reafirmo o casamento; e o gosto musical eclético me faz seguir ouvindo Oswaldo Montenegro e Pavarotti, Zucchero e Maná.


Antes de dormir, sinal da cruz e oração. Agradeço a Deus pela proteção de tantos anos, o sono reparador de cada dia; o bem-estar da família e das pessoas queridas. Sobretudo, pela capacidade de identificar a felicidade que habita na simplicidade do meu cotidiano.


Nascida em pleno carnaval, infância de bambolês e cinco-marias, de repente, eis que sou adulta-madura.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 26/2/21.

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