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Terça-feira, 29 de setembro de 2020

23/03/2020 - 11h07min

Comportamento

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Temos o dever de ter esperança

Difíceis, estes tempos de pandemia anunciada. O medo e a insegurança estão ocupando boa parte dos nossos pensamentos, tirando um sossego que acreditávamos ser habitual e garantido.

De repente, precisamos ficar em casa nas 24 horas do dia, deixando os passeios e as viagens de trabalho, as compras e os restaurantes, as conversas casuais e os abraços amigáveis. E aquele encantamento pela vida, nestes momentos de isolamento social, começa com ameaças de dar sumiço, sentimo-nos como se cutucássemos onças com varas curtas.

Mas temos o dever de ter esperança.

Nos noticiários internacionais, vejo cidades de onde vieram os ancestrais, para onde um dia fomos, em bonitas e emocionantes viagens de férias. Ninguém mais pelas ruas, igrejas fechadas, policiais para impedir os que insistem em querer sair de suas casas. Eis que uma tristeza me abalroa o coração, penso naquela gente, em tudo que têm passado e no tanto que ainda terão de enfrentar. Sinto uma fragilidade emocional que não conhecia.

Porém, temos o dever de ter esperança.

Questão de tempo, já imaginávamos que fosse assim, as grandes cidades brasileiras dão sinais de que o ataque dos vírus atravessou oceanos, desembarcou em movimentados aeroportos, navegou em cruzeiros marítimos, se infiltrou nos ônibus e anda pelas praias.


De repente, aviões deixam o nosso céu, as areias ficam vazias, os estádios não têm futebol nem shows musicais. Uma melancolia insiste em abalar nossas emoções.


Contudo, temos o dever de ter esperança.

E quando enfim percebi que a pandemia já estava por perto, logo ali na outra margem, mais uma vez o medo se manifestou em mim. Contudo, no cumprimento do dever de isolamento social, fazendo o que deve ser feito em benefício de todos nós, me surpreendi com nova e interessante motivação.

Na permanência em casa, o tempo todo, que faz dias adotei, percebi a falta que me fazem os abraços de gente amiga, os encontros da família, as conversas presenciais, os passeios e as travessias fluviais. E na vontade de abraçar a criança que ilumina nossas vidas, um sentimento de parceria se instalou em mim, tomando o lugar do medo.

Porque temos o dever de ter esperança.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 21/3/20.

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