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Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

10/06/2019 - 14h05min

Comportamento

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Histórias de Amor

Criança de dias mais românticos, feitos de sonho e imaginação, me impressionava com as histórias sobre jovens príncipes apaixonados que enfrentavam perigosos dragões para libertar princesas aprisionadas. Quanta coragem lhes conferia aquele sentimento!

Também me faziam admirada os enredos a respeito de amores secretamente correspondidos de plebeus por donzelas da nobreza, de gatas borralheiras por futuros reis. Das exaustivas jornadas por desertos, montanhas e mares, guiadas pela dramática saudade, apenas para breve troca de olhares. Como eram emocionantes aqueles reencontros!

No cinema que chegava em minha vida ainda infantil, uma noviça rebelde, que tocava violão e cantava, se fez moderna princesa. No seu trabalho de cuidar dos filhos do comandante viúvo que se parecia com um príncipe, o amor entre eles reconstruiu a felicidade da família. Que beleza de romance!


Vieram, então, acompanhando meus dias de adolescência e juventude, namoros proibidos e dramáticos de romeus e julietas, casamentos difíceis de megeras catarinas e grotescos petruchios, felicidades interrompidas entre olivers e jennifers. Amores sem príncipes nem princesas, com gente como a gente, enfrentando dragões travestidos de autoritarismo, nível social e diagnósticos fatais. Quantos finais surpreendentes!

Eis que na imensidão dos mares, richards e emmelines, náufragos de distâncias maiores, se apaixonam e transformam solidão e águas revoltas em lagoas azuis, como seus olhos. E dando sinais de que o mundo um dia se transformaria em aldeia verdadeiramente global, sem espaço para preconceitos, atrevidos johns de peles escuras se tornam pretendentes de modernas joeys de peles claras. Quanta ousadia havia naquele amor contrariado!


Sempre me encantaram as histórias de amor, as verdadeiras e as de ficção. Nas leituras sobre romances vividos em cidades que eu não conhecia, era com a bússola do coração que me localizava nas cenas descritas. Naqueles namoros feitos e desfeitos ao bel prazer dos escritores, na modernidade de cada tempo, sempre encontrei os príncipes e as princesas cujas histórias de amor me conquistaram quando eu era apenas uma criança.


Ainda me emociono com certas cenas de filmes que mostraram amores desfeitos, mesmo que nascidos para serem indestrutíveis. Como de uma costureira italiana caminhando no campo de girassóis, em terras russas, à procura de seu amado que não voltara da guerra. Também da mulher quase centenária, ao jogar valiosa joia no mar para que ficasse onde seu grande amor perdera a vida. E do casal que não conseguira se reencontrar no alto do edifício, como havia sido combinado, separados durante anos pelo acaso.


Naquelas histórias românticas que me impressionaram na infância, sobre jovens príncipes que tudo eram capazes de enfrentar pelo amor de suas princesas, quanta verdade encontrei sobre o verdadeiro amor.

Nos enredos sobre romances proibidos e amores platônicos de plebeus e donzelas da nobreza, de gatas borralheiras e futuros reis, compreendi como esse sentimento é capaz de transformar vidas.

Ah, como ainda são emocionantes as histórias de amor!



Cristina André

[email protected]

Publicado em 08/6/2019.

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