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Quarta-feira, 17 de outubro de 2018

15/10/2018 - 15h36min

Comportamento

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São realmente especiais os dias em que acontecem eleições, momentos de reverenciar a liberdade de escolha, de agir em benefício do coletivo assumindo a responsabilidade individual, de confirmar ou transformar. E a democracia faz sua festa com visível naturalidade nas escolas, parceiras de longo tempo da esperança.

No domingo das eleições, em seu primeiro turno, votei na Escola Otaviano, onde minha filha estudou da primeira até a oitava série do Ensino Fundamental. É sempre lá que instalam minha seção, desde os tempos das urnas de tecido fechadas com cadeados, carregando cédulas com nomes e números escritos à caneta no fim do processo. E das listas com nomes de candidatos expostas na parede, de fiscais de partidos trocando olhares enigmáticos.

Desde que o título de eleitor era documento de importância, é naquela escola que eu voto. Lugar de importante aprendizagem da filha, onde me sinto dona de uma enorme vontade de acertar nas escolhas. Para que haja lugares assim para todas as novas crianças no futuro que corre ao meu encontro. Com professores acreditando e ensinando que é preciso saber como funciona o mundo para poder transformá-lo; que a leitura, as boas maneiras, a honestidade e o conhecimento são capazes, sim, de melhorar a vida.

Como de costume, bastou atravessar o portão principal para que eu encontrasse gente conhecida que há bom tempo não via. A colega professora que me contou novidades locais, os ex-alunos que me surpreenderam com suas famílias já constituídas. As primas querendo saber de parentes afastados, algumas antigas amizades e outras feitas recentemente acenando a certa distância.

Pouco antes de exercer o dever do voto, um direito adquirido no embate de ideias através do tempo, observei aquela sala de aula onde já estive também como mãe de estudante. Paredes limpas, quadro verde bem cuidado, cortinas de tecido apropriado, tudo com toques de simplicidade e capricho, características inconfundíveis dos verdadeiros professores, desses homens e dessas mulheres que não se cansam de aprender para ensinar, de ensinar para seguir aprendendo. Que compreendem seu lugar de destaque no universo de crianças e jovens da sociedade onde vivem.

São realmente especiais os dias em que acontecem eleições, momentos de praticar a cidadania pelo dever do voto, um direito adquirido para benefício de todos a partir da responsabilidade de cada um. E a democracia faz sua festa com visível naturalidade nas escolas, parceiras de longo tempo da esperança, que é marca registrada dos professores.



Cristina André

[email protected]

Publicado em 13/10/2018.

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