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Tera-feira, 27 de junho de 2017

26/06/2017 - 09h56min

Comportamento

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Convivência Retomada

É curiosa a nossa relação com a natureza. Quase perfeita, me atrevo a afirmar, não fossem os maus-tratos nos dois sentidos. Essa descoberta se deu em mim não por dados estatísticos nem experimentos de laboratórios, foi sendo construída ao longo dos anos por meio da simples observação cotidiana. Mostra-se verdadeira em diversas ocasiões, nas idas e vindas à beira-mar, na fazenda com suas hortas e açudes, nos passeios de barco, nas caminhadas com os pés tocando o verde, na contemplação de grandiosas montanhas e de florestas. Sobretudo, na convivência recém-retomada com o Lago Guaíba.

Tudo começa a dar na vista quando nos preparamos para um passeio. Acostumados que estamos com a vida nas cidades, queremos carregá-las por inteiro para onde vamos, feito caracóis. Pegamos notebook, discos e livros, travesseiros terapêuticos e cobertores térmicos, trajes para todas as possibilidades de temperatura e de convites; tevê portátil de tela plana e DVDs, forninho de micro-ondas, secador de cabelos, vai tudo em bagagem extra para o caso de precisarmos. Assim partimos para o descanso e a diversão.

No primeiro dia, mandamos mensagens pelo celular, procuramos por shoppings e cinemas, distribuímos nossos objetos pessoais pela casa, enchemos armários de roupas. No decorrer dos próximos dias, uma transformação acontece em nós. Vamos para a praia mais tarde e carregando pouca coisa; sentamos na grama e esperamos pelo pôr-do-sol; desligamos a tevê da tomada.

Tempo passando gracioso, nada de pressa, as conversas se libertam de interferências eletrônicas. No verão, pés na água e luares iluminando a vida; no frio do inverno, fogo aceso para aquecer a alma, comer pinhões ao som de violão.

Sem que tenhamos percebido, nosso andar está mais lento, paramos só para ver nuvens e estrelas. Árvores e pássaros, poeira no ar que não incomoda, frutas frescas e verduras; reencontramos a nossa própria natureza.

Mas a rotina da cidade logo nos chama de volta à vida feita de asfalto e cimento, de tevê e WhatsUpp, de compromissos e passos largos. Daquilo tudo que levamos, quase nada foi necessário; tínhamos o mar e as montanhas, as árvores e os luares, a calmaria e as boas conversas.

Sorte nossa, a convivência com o Lago Guaíba foi resgatada.

Cristina André

[email protected]

Publicado em 24/6/2017.

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