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Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20/02/2017 - 23h36min

Comportamento

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A vida que vale a pena ser vivida

Preparada para um jantar festivo, estava certa de que gastronomia e música seriam as grandes atrações daquela noite. Mas quando anunciaram a palestra de Clóvis de Barros Filho, intitulada “A vida que vale a pena ser vivida”, percebi que se tratava de um evento especial.

Em suas primeiras frases, o palestrante paulista cutucou mentes e corações com questionamentos a respeito da felicidade. Falou dos enganos cometidos por quem acredita que a fortuna é sua forma mais completa. Chamou a atenção de todos, citando frases filosóficas e dizeres paternos, afirmando que trabalhar naquilo que se gosta é um caminho seguro para atingir essa meta, pois fazer o melhor em benefício de todos e ser valorizado por isso dá essa sensação de felicidade que todos procuram.

E foi seguindo nessa linha de raciocínio que o Professor Clóvis contou histórias muito boas sobre sua vida. Imitou a forma sem rodeios que seu pai usava para lhe falar certas verdades, tocado pela falta de entusiasmo e talento para quase tudo que lhe apresentava na infância. Aulas de música, de natação, de futebol e de língua estrangeira, nada o menino Clóvis queria acompanhar.

Até que, aos treze anos, na primeira aula de Geografia daquela turma do colégio jesuíta em que estudava, o professor começou o ano com uma novidade: seriam sorteados temas e os próprios alunos pesquisariam e ensinariam aos colegas.

Medo inicial controlado, chegou a hora de encarar o desafio, conhecer qual seria, afinal, o seu assunto. Papel retirado da urna e aberto, nele estava escrito Petrobras. E os dias que se seguiram foram de muita pesquisa e leitura sobre a grandiosa empresa brasileira de extração de petróleo.

Eis que chegou o dia “D” da aula em que seria o professor. Além dos quarenta colegas de turma, outros tantos convidados de outras séries se acomodaram para assisti-lo.

Aquela aula fez sucesso, rendeu aplausos e assobios, apesar das pequenas invenções improvisadas para esticar o assunto e ficar mais tempo ali na frente de todos, alegria se prolongando ao sentir-se um mestre. Foi assim que descobriu seu talento, sua vocação de professor. E compreendeu que estar feliz é não querer que o momento acabe.

Na noite festiva onde gastronomia e música deveriam ser as atrações, a palestra de Clóvis de Barros Filho temperou o jantar com perfeição. Durante mais de uma hora, ele filosofou, contou casos, citou ensinamentos antigos; exaltou a mensagem de Jesus sobre a alegria, que ninguém deve procurá-la para si mesmo, visto que é encontrada somente quando pensamos em alegrar as outras pessoas.

Foi realmente um grande evento a festa dos trinta e cinco anos da Sicredi Centro Leste, que aconteceu em Cachoeira do Sul. Ninguém queria que acabasse.

Cristina André

cristina.andre.gazeta@gmail.com

Publicado em 21/2/17.

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